A apresentar mensagens correspondentes à consulta abóbada ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta abóbada ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 20 de setembro de 2011
A Necrópole da Abóbada da Idade do Ferro: Trabalhos Arqueológicos 2010/2011
No próximo dia 24 Setembro em Almodôvar (Salão Nobre dos Paços do Concelho de Almodôvar) pelas 18:30h, no âmbito da programação das Jornadas Europeias do Património 2011, tem lugar a apresentação dos resultados das campanhas arqueológicas de 2010 e 2011 realizadas na necrópole da Idade do Ferro da Abóbada e da ponta de lança da Idade do Ferro, por Samuel Melro, Pedro Barros e David Gonçalves.
A escavação arqueológica na necrópole da Idade do Ferro da Abóbada (Aldeia dos Fernandes, Almodôvar) decorre do Projecto ESTELA, o qual após a realização de trabalhos de prospecção arqueológica escolheu-o como o primeiro dos lugares a ser intervencionado. Essa escolha teve como objectivo principal o esclarecimento e caracterização do local de proveniência da estela I da Abóbada. Achada em trabalhos agrícolas em 1972 e apelidada como “Estela do Guerreiro”, precisamente por representar ao centro da inscrição com escrita do Sudoeste uma figura humana interpretada como um guerreiro. A descoberta despertou, a nível peninsular, desde então e até à actualidade um enorme interesse pela excepcionalidade da associação entre a escrita e a representação humana. Porém o local da descoberta fora apenas alvo de um breve registo aquando da sua descoberta, com uma notícia preliminar realizada por Manuela Alves Dias e Luis Coelho sem nunca ter sido devidamente intervencionado. Assim, não só era necessário esclarecer cientificamente o contexto deste sítio arqueológico (cronologia, tipo de estruturas, documentar os rituais funerários, etc.), mas igualmente recolher dados para poder contar ao visitante do MESA, a história por detrás daquela figura apelidada de “guerreiro” que é hoje o símbolo deste núcleo museológico.
Os trabalhos arqueológicos realizados em 2010 e 2011 voltaram ao sítio da descoberta da estela I da Abóbada, 38 anos depois. Nestes últimos dois anos, as escavações conduzidas pelos arqueólogos Samuel Melro e Pedro Barros e pelo antropólogo físico David Gonçalves, com o apoio da Câmara Municipal de Almodôvar e da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, permitiram registar com precisão não apenas o local exacto onde se tinha encontrado a estela, que cobria uma urna que conteria uma cremação, como também observar – apesar de ter sido alvo de uma grande destruição causada pela lavra mecânica – a presença de outros dois monumentos funerários (estruturas quadrangulares) e de outras sepulturas em fossa simples (covachos rectangulares abertos no substrato geológico) com deposição secundária das cremações, contribuindo assim para o conhecimento das realidades e práticas funerárias da Idade do Ferro.
Nesse cenário, pautado pela ausência de espólio, uma das poucas excepções a essa regra, foi a recolha de uma ponta de lança, que depois de restaurada é também apresentada publicamente e integrada na exposição “A Vida e a Morte na Idade do Ferro” patente no MESA.
Neste mesmo dia, pelas 21h, Amílcar Guerra apresenta a estela epigrafada com escrita do Sudoeste do Monte Gordo (Rosário).
domingo, 5 de setembro de 2010
Necrópole da Abóboda (Almodôvar)
Conforme previamente aqui anunciado, decorreu no passado mês de Julho o início da intervenção na necrópole da Abóbada, com o apoio logístico da Câmara Municipal de Almodôvar e com a colaboração de estudantes da Faculdade de letras de Lisboa – a par da sua participação na escavação do povoado das Mesas do Castelinho.

A necrópole da Abóbada (CNS 1019) encontrava-se assinalada unicamente pela presença de um amontoado de pedra, única indicação dos monumentos funerários postos a descoberto na decapagem superficial realizada nos inícios dos anos 70 motivada pela recolha da estela I da Abóbada (J.12.1). Aquela que é o símbolo do MESA obrigava só por si ao esclarecimento do seu local de proveniência.
Remonta a 1971 a notícia preliminar acerca da necrópole (Dias e Coelho, 1971) na qual se relata que com a decapagem da área resultou a identificação de dois túmulos.
A prestável visita e regresso ao local este ano de Manuela Alves Dias – no decurso dos trabalhos – reiterou a indicação da presença de contextos de enterramentos diferenciáveis das habituais estruturas tumulares da região, advindo então a leitura colocada à famosa estela I da Abóbada, encontrada sob uma "urna de incineração da II Idade do Ferro", de uma reutilização como tampa e “mero elemento construtivo de construção reaproveitado” ou numa associação em que foi como tampa “assim colocada intencionalmente com a face epigrafada, oculta, virada para o solo pelos construtores da tumulação” ou em alternativa tendo tombado “sobre a urna pouco tempo depois de ter sido implantada” (Dias e Coelho, 1971: 182).
Posteriores decapagens levadas a cabo pelo habitual colaborador de Caetano de Mello Beirão, Manuel Ricardo, residente na vizinha Aldeia de Palheiros, terão levado à descoberta do segundo fragmento epigrafado do local (J.12.2), sem qualquer outra indicação.

Os trabalhos agora levados a cabo, quase 40 anos depois, aferiram essas primeiras decapagens, mas infelizmente tornou-se evidente que a necrópole veio a ser fortemente destruída pela lavra mecânica e pelo “ensejo do tesouro” que terá ocorrido pouco tempo depois. Este facto compromete em boa parte o total esclarecimento do sítio.

Conclui-se preliminarmente a presença de estruturas tumulares muito afectadas, sendo sobretudo relevante a presença de covachos com cremações, também eles truncados pela destruição ocorrida.
Contrapondo ao escasso e praticamente ausente espólio recolhido da intervenção, outros níveis de informação parecem ser possíveis vir a obter com os dados bio-antropológicos que resultam desses contextos. Nesse sentido foram os trabalhos directamente assistidos no terreno pelo antropólogo David Gonçalves, cuja área de especialização resulta precisamente neste tipo de realidades.

Os trabalhos prosseguirão de forma mais espaçada ainda ao longo de 2010.

A necrópole da Abóbada (CNS 1019) encontrava-se assinalada unicamente pela presença de um amontoado de pedra, única indicação dos monumentos funerários postos a descoberto na decapagem superficial realizada nos inícios dos anos 70 motivada pela recolha da estela I da Abóbada (J.12.1). Aquela que é o símbolo do MESA obrigava só por si ao esclarecimento do seu local de proveniência.
Remonta a 1971 a notícia preliminar acerca da necrópole (Dias e Coelho, 1971) na qual se relata que com a decapagem da área resultou a identificação de dois túmulos.
A prestável visita e regresso ao local este ano de Manuela Alves Dias – no decurso dos trabalhos – reiterou a indicação da presença de contextos de enterramentos diferenciáveis das habituais estruturas tumulares da região, advindo então a leitura colocada à famosa estela I da Abóbada, encontrada sob uma "urna de incineração da II Idade do Ferro", de uma reutilização como tampa e “mero elemento construtivo de construção reaproveitado” ou numa associação em que foi como tampa “assim colocada intencionalmente com a face epigrafada, oculta, virada para o solo pelos construtores da tumulação” ou em alternativa tendo tombado “sobre a urna pouco tempo depois de ter sido implantada” (Dias e Coelho, 1971: 182).
Posteriores decapagens levadas a cabo pelo habitual colaborador de Caetano de Mello Beirão, Manuel Ricardo, residente na vizinha Aldeia de Palheiros, terão levado à descoberta do segundo fragmento epigrafado do local (J.12.2), sem qualquer outra indicação.

Os trabalhos agora levados a cabo, quase 40 anos depois, aferiram essas primeiras decapagens, mas infelizmente tornou-se evidente que a necrópole veio a ser fortemente destruída pela lavra mecânica e pelo “ensejo do tesouro” que terá ocorrido pouco tempo depois. Este facto compromete em boa parte o total esclarecimento do sítio.

Conclui-se preliminarmente a presença de estruturas tumulares muito afectadas, sendo sobretudo relevante a presença de covachos com cremações, também eles truncados pela destruição ocorrida.
Contrapondo ao escasso e praticamente ausente espólio recolhido da intervenção, outros níveis de informação parecem ser possíveis vir a obter com os dados bio-antropológicos que resultam desses contextos. Nesse sentido foram os trabalhos directamente assistidos no terreno pelo antropólogo David Gonçalves, cuja área de especialização resulta precisamente neste tipo de realidades.

Os trabalhos prosseguirão de forma mais espaçada ainda ao longo de 2010.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Visita ao MESA e às escavações da Necrópole da Abóbada
No âmbito das escavações arqueológicas das Mesas do Castelinho e da Necrópole da Abóbada, no dia 29 de Julho vão ser realizadas visitas às exposições que se encontram expostas no Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar (MESA) e ao sítio arqueológico da necrópole da idade do Ferro.
Às 18h será realizada a visita à necrópole da Idade do Ferro do Monte da Abóbada, esta tem como ponto de encontro a Igreja de Gomes Aires (Almodôvar) e será realizada pelos arqueólogos Samuel Melro e Pedro Barros.
Às 21h00 visitam-se as exposições no Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar: “Almodôvar território emescrita” e “Vida e Morte na Idade do Ferro” e serão guiadas por Amílcar Guerra, Samuel Melro e Pedro Barros.
Estas visitas contam com o apoio e organização da Câmara Municipal de Almodôvar e com a colaboração da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (UNIARQ).
Às 18h será realizada a visita à necrópole da Idade do Ferro do Monte da Abóbada, esta tem como ponto de encontro a Igreja de Gomes Aires (Almodôvar) e será realizada pelos arqueólogos Samuel Melro e Pedro Barros.
Às 21h00 visitam-se as exposições no Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar: “Almodôvar território emescrita” e “Vida e Morte na Idade do Ferro” e serão guiadas por Amílcar Guerra, Samuel Melro e Pedro Barros.
Estas visitas contam com o apoio e organização da Câmara Municipal de Almodôvar e com a colaboração da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (UNIARQ).
domingo, 22 de março de 2015
Olhar 2014 e traçar 2015
Durante o ano de 2014 o Projecto ESTELA continuou a
contribuir para a investigação realizada em torno da escrita do Sudoeste e a
consolidar a divulgação do tema e do projecto.
Em termos científicos, participou-se no Colóquio
"A Herança de
Frei Manuel do Cenáculo, 200 Anos Depois: Perspectivas de Futuro",
organizado pelo Museu de Sines, o Museu Nacional de Arqueologia e o Instituto
de História de Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Neste foi
apresentada a comunicação: “Frei Manuel do
Cenáculo Villas-Boas: um pioneiro no estudo da epigrafia Pré-Romana dos Campos
de Ourique”, onde se deu a conhecer o papel do que foi considerado
por alguns como o primeiro arqueólogo português e que procedeu à primeira
relação de um conjunto de estelas com escrita do Sudoeste.
Houve ainda lugar à participação na 19ª edição conferência
do Ciclo de Conferências “Arqueologia e Antropologia… Territórios de
Fronteira”, organizada pelo Grupo de Estudos em Evolução Humana da Universidade
de Coimbra, o Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve
e o Museu Nacional de Arqueologia da Direcção-Geral do Património Cultural. A
comunicação: “Entre túmulos e
covachos, as práticas funerárias durante a Idade do Ferro nas necrópoles da
Atafona e da Abóbada (Almodôvar)”, expôs os resultados obtidos da
escavação e das práticas funerárias nas necrópoles da Abóbada e da Atafona
(Almodôvar).
Foi ainda apresentada uma comunicação na "Mesa Redonda
sobre Turdetânia e Turdetanos", organizada pelo Museu da Lucerna, a Cortiçol e o Município
de Castro Verde. Nesta apresentou-se a palestra “Entre as fronteiras
da Serra e da escrita do Sudoeste, o contributo do Projecto ESTELA”,
onde se pretendeu contribuir para a revisão dos
conhecimentos sobre a escrita do Sudoeste, as relações entre os espaços
habitacionais, o mundo funerário e as inscrições, e compreender se estes elementos
podem revelar construções identitárias.
O artigo “As Estelas com
escrita do Sudoeste do concelho de Loulé”, no nº 14 da Revista
do Arquivo Histórico Municipal de Loulé: Al-úlyá foi publicado durante o
presente ano, tendo sido apresentada publicamente por Guilherme Oliveira
Martins. Neste artigo sistematiza-se a investigação sobre a escrita do Sudoeste
no concelho de Loulé e os contributos dos louletanos, investigadores e
apaixonados pela arqueologia para a recolha de estelas com escrita do Sudoeste
desde 1897.
Os trabalhos arqueológicos no sítio arqueológico da
Portela da Arca (Almodôvar), tal como ocorreu em 2012
e 2013,
continuaram a ser divulgados em 2014 tendo-se assegurado a reportagem
diária da campanha. Foi durante esta altura que se registou
a maior subida de gostos à página de Facebook do Projecto ESTELA.
No final dos trabalhos arqueológicos promoveu-se junto da população e de outros
interessados a visita guiada ao
sítio arqueológico. Este evento funcionou em articulação,
e nos mesmos moldes, com a divulgação da intervenção realizada no sítio das Mesas do
Castelinho, divulgação esta que atingiu mais de 3000 pessoas e aquela
que recebeu mais gostos durante todo o ano de 2014. Ambos chegaram mesmo a
contar com divulgação no jornal Sul
Informação que habitualmente acompanha as iniciativas do Projecto
ESTELA.
Para além desta actividade, como programado,
2014 continuou a ser preenchido em eventos e acontecimentos que visam dar corpo
à visão social do Projecto. Assim, as acções de valorização, divulgação, educação e fruição
não se resumiram à apresentação dos resultados da investigação científica.
A continuação
da participação do Projecto ESTELA na organização do 2º Festival de Caminhadas do Algarve, com grafismo inspirado na
escrita do Sudoeste, para além das actividades ligadas ao ambiente, cultural e às
pessoas, teve
outras dedicadas ao Património, nomeadamente à manifestação cultural inspiradora
e à ciência arqueológica. Assim, foram realizados dois percursos de caminhada, um em colaboração com a Liga de
Protecção para a Natureza e outro dedicado à escrita do Sudoeste. Houve ainda mais outros três acontecimentos, uma visita guiada à exposição de
rua itinerante “Quem nos escreve desde a Serra”, um Peddy Papper para famílias dedicado à escrita do Sudoeste e uma
“escavação arqueológica” para crianças, realizada em parceria com a Câmara
Municipal de Loulé.
A
sequência da itinerância da exposição “Quem nos escreve desde a Serra”
continuou a ser um dos aspectos mais significativos. Depois do Ameixial, a sua inauguração na cidade de Quarteira no dia 1 de Agosto permitiu que
fosse vista pelos milhares de turistas que se encontravam de férias no Algarve
naquela altura do ano. Nesta inauguração houve a particularidade de se ter
realizado uma performance de pintura mural com o objectivo de criar uma abordagem
contemporânea do tema que foi protagonizada pelo artista plástico El Menau, conforme
reportagem fotográfica. Deste evento resultou a fotografia que teve mais visualizações e
alcance na
página do Facebook.
A
desconstrução do tema da escrita do Sudoeste também foi o recurso utilizado na iniciativa
Turismo Criativo, realizada em Loulé através de uma oficina de serigrafia
intitulada "Elementos gráficos da escrita do Sudoeste", onde após visita às
estelas com a escrita do Sudoeste que se encontram no Museu Municipal de Loulé
foi realizado um atelier de
serigrafia com o artista plástico Miguel Cheta.
Estas
novas perspectivas plásticas também incluíram a estela com escrita do Sudoeste
da Abóbada no concurso internacional “Young Scenographers
Contest”
intitulado: «One Object – Many Visions – EuroVisions». Esta peça será um dos 22
objectos europeus alvo de distintas abordagens, através de novos meios de
apresentação ou de novos enquadramentos cenográficos.
Em 2014, houve ainda oportunidade de participar na exposição
“Coleção de Arqueologia José Rosa Madeira: de volta a um passado”, organizada pela equipa do Museu Municipal de Faro e
que contou na comissão científica com a Universidade do Algarve e o Projecto
ESTELA. Com ampla interação no Facebook,
a inauguração da exposição contou com uma reportagem fotográfica. Esta é dedicada ao investigador
louletano José Rosa Madeira e à sua colecção de 90 objectos arqueológicos, postumamente
entregues ao Museu Municipal de Faro.
O Festival TocA’Andar foi outro evento que associou o
Ambiente e a Natureza, para além de promover actividades como percursos
pedestres (a pé, de bicicleta, equestres), oficinas e ateliers, e contou com a participação do Projecto ESTELA na
apresentação da estela do Viameiro (Loulé). Esta estela serviu de inspiração ao
projecto da nova sinalética para a Rede de Percursos Pedestres de Tavira e à
realização de uma actividade para famílias, onde os participantes são
convidados a "escreverem" a escrita do Sudoeste numa
"estela". A iniciativa teve vários aderentes conforme reportagem fotográfica.
Já nas
Jornadas Europeias do Património foi organizada a actividade em
parceria com o Museu Nacional de Arqueologia e a equipa EuroVision
Museum Exhibiting Europe. O atelier
lúdico/oficina pedagógica “Cada estela,
uma tela” foi dirigido a famílias e incluía
uma breve explicação sobre as estelas com escrita do
Sudoeste e a Idade do Ferro, base para que depois se utilizassem os signos
da escrita e fazer a sua equivalência com as letras do nome ou das palavras que
se queriam escrever, em suportes como a pedra e o papel.
Houve
ainda lugar à participação na Mesa Redonda: “Património & Turismo
Sustentável - Património Cultural Material e Imaterial: Desafios e
Oportunidades”,
organizada pela Associação In Loco, onde se apresentaram formas inovadoras de
utilização sustentada do património material e a perspectiva do Projecto ESTELA
na integração deste recurso nas estratégias de promoção do território e na
afirmação da identidade cultural local e regional.
Para
além destas actividades, houve a divulgação de alguns eventos onde a escrita do
Sudoeste marcou presença, nomeadamente nas comemorações da Noite dos Museus e do Dia Internacional dos
Museus do
Museu Municipal de Loulé, onde se realizaram visitas orientadas para uma das
estelas do concelho e uma oficina de escavação arqueológica de uma sepultura. E
outra ocasião anunciada foi a inauguração da exposição evocativa de “Frei Manuel Do Cenáculo: o criador do primeiro
museu português no bicentenário da sua morte” e do “Roteiro de Frei Manuel do
Cenáculo”.
O destaque da primeira página do Diário do
Alentejo com o título: “A escrita que vem dos confins dos tempos” foi uma reportagem jornalística
bastante importante, já que se teve a oportunidade de se fazer um ponto de
situação em torno desta escrita, assim como dos Projectos ESTELA e Mesas do
Castelinho.
No Blog, o ano de 2014 foi aquele que mais
notícias teve publicadas, ficando à beira dos 50 registos. Por seu lado, no
Facebook e durante todo o ano, destaca-se um crescimento equivalente ao que
ocorreu nos primeiros meses da criação da plataforma durante 2013. Assim, no
final do ano são perto de 1000 pessoas as que gostam da página do Projecto ESTELA e as mensagens contam
com um alcance médio anual de quase 250 pessoas.
Para o ano de 2015, do ponto de vista da investigação
científica, impõe-se a renovação do projecto,
assegurando as suas linhas mestras, ou seja, de contribuir para o conhecimento
da Idade do Ferro na região e compreensão do fenómeno da escrita do Sudoeste. Já
a divulgação social destes trabalhos irá manter a realização de exposições
(itinerância das existentes ou com a criação de novas), materializar as
iniciativas ligadas ao Turismo de Natureza, concretizar as acções ligadas à
educação, à inovação e aos museus. A estreita colaboração com as Autarquias de
Almodôvar e Loulé, bem como com novos parceiros, será fundamental para a
concretização deste plano de actividades.
Desta forma, continuamos a ambicionar o fortalecimento de uma relação de identidade das
pessoas com o seu património, criando as bases para que as estelas com escrita
do Sudoeste, um dos maiores ícones da Idade do Ferro do Sul de Portugal, se
assumam como uma imagem de marca da Serra do Algarve e do Baixo Alentejo.
terça-feira, 25 de novembro de 2014
A estela da Abóbada foi escolhida para o “Young Scenographers Contest”
O EuroVision:
Museums Exhibiting Europe (EMEE) está a
promover o “Young Scenographers Contest”, intitulado: «One Object – Many
Visions – EuroVisions».
O
EMEE é um projecto para o desenvolvimento dos museus nacionais e regionais da
Europa, financiado pelo Programa Cultura da Comissão Europeia. Pretende criar
abordagens inovadoras e interdisciplinares para os museus reinterpretarem os
seus objectos no contexto da história da Europa.
O
Projecto ESTELA é um dos parceiros do Museu Nacional de Arqueologia, na
sequência da colaboração iniciada durante as Jornadas
Europeias do Património.
Assim,
promove o EMEE o “Young
Scenographers Contest”, um concurso internacional de design
interdisciplinar com o objectivo de envolver os jovens designers a criar ideias
inovadoras e criativas. Pretende que se concebam novas ideias e se desenvolvam
conceitos diferentes para expor os objectos museológicos, seja através de novos
meios de apresentação ou de novos enquadramentos cenográficos, criando assim distintas
abordagens e permitindo a fruição destes bens arqueológicos, numa perspectiva
multidisciplinar e estimulante para as futuras gerações e dando-lhe ainda uma
memória europeia colectiva.
Foram
escolhidos pelas 8 instituições europeias participantes 22 objectos. Do Museu
Nacional de Arqueologia (representante nacional) foram escolhidas 4 peças, sendo
que uma delas é a estela com escrita do
sudoeste da Abóbada,
a par de um vaso campaniforme, uma lucerna de terra sigillata e um candil.
O registo para integrar o concurso termina a 28 de
Novembro, mas para mais informações sobre como participar, os prémios, as datas
de submissão de propostas, entre outras informações, pode visitar a página de
internet do Young Scenographers Contest.
terça-feira, 17 de junho de 2014
Conferência sobre as práticas funerárias durante a Idade do Ferro
Na próxima 6ª feira, dia 20
de Junho, pelas 18h no Museu Nacional de Arqueologia será apresentada a conferência: “Entre túmulos e covachos,
as práticas funerárias durante a Idade do Ferro nas necrópoles da Atafona e da
Abóbada (Almodôvar)”, da autoria de Samuel Melro (Projeto Estela; DRCALEN), Pedro
Barros (Projecto Estela; DGPC) e David Gonçalves (Projecto
Estela; CIAS; LARC/ CIBIO/ InBIO).
Junto apresenta-se o
respectivo resumo:
“No decorrer da sua investigação, focada na
sistematização da informação sobre a escrita do Sudoeste, o Projecto ESTELA tem
contribuído de forma relevante para um melhor conhecimento das populações da
Idade do Ferro do sudoeste peninsular. Exemplo disso é o retrato, ainda em
construção, das suas práticas funerárias. A presente comunicação tem como
objectivos apresentar os resultados obtidos da escavação e análise dos achados
descobertos nas necrópoles da Abóbada e da Atafona (Almodôvar), assim como
discutir as suas implicações para o nosso conceito da diversidade das práticas
funerárias destas populações.”
Estas necrópoles já tinham
sido alvo de divulgação científica, a da Atafona no “8º Encontro de Arqueologia do Algarve: a arqueologia e
as outras ciências” e a da Abóboda no VI Encontro de Arqueologia do Sudoeste.
A conferência realiza-se no
âmbito do Ciclo de Conferências no Museu Nacional de Arqueologia, intitulado: “Arqueologia e Antropologia… Territórios
de Fronteira” que já vai na sua 19ª edição e é organizada pelo Grupo de Estudos
em Evolução Humana da Universidade de Coimbra, pelo Núcleo de Arqueologia e
Paleoecologia da Universidade do Algarve e pelo Museu Nacional de Arqueologia
da Direcção-Geral do Património Cultural.
Neste mesmo dia será previamente
apresentada a comunicação: "A terra sigillata de uma villa
algarvia: o caso do Vale da Arrancada (Portimão)", da autoria de Catarina
Viegas (UNIARQ/FL-UL).
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Olhar 2012 e pensar 2013
Em 2012 o Projecto ESTELA continuou a divulgar os
trabalhos do projecto e os resultados da investigação em torno da escrita do
Sudoeste.
Em termos científicos, é de registar a participação no na reunião Sidereum Ana III com a reflexão dos
contributos do Projecto ESTELA para o conhecimento da Idade do Ferro entre o
Baixo Alentejo e o Algarve e no VI Encontro de Arqueologia do Sudoeste
Peninsular com os resultados obtidos na escavação da necrópole da
Abóbada. Procurou-se ainda sistematizar a investigação em torno das primeiras
identificações das estelas com escrita do Sudoeste, nomeadamente das estelas do Cenáculo (I e II), de Estácio da Veiga, em particular das
provenientes da necrópole da Fonte Velha de Bensafrim e da estela do Monte da Portela.
O desenvolvimento da investigação durante 2012 só se
tornou possível com o precioso apoioda Associação Arqueológica do Algarve no estudo dos restos
humanos da necrópole da Abóbada e do espólio da necrópole do Monte da Atafona,
bem como com a cooperação do Laboratório de Arqueociências da Direcção
Geral do Património Cultural e da Câmara
Municipal de Almodôvar na campanha de escavação arqueológica de 2012 no sítio da
Portela da Arca (Almodôvar), alvo
de uma reportagem diária e foi divulgado na imprensa. É ainda de se
referir que a mensagem mais vista do ano
passado foi relacionada com este trabalho arqueológico.
No âmbito da divulgação da escrita do Sudoeste e da Idade
do Ferro no Baixo Alentejo e Algarve realizou-se uma visita guiada a estudantes
da Universidade de Marburg, informou-se de uma
conferência associada a este Projecto sobre as Mesas do Castelinho - este sítio e o
projecto que se desenvolve desde 1989 foram ainda alvo de divulgação na edição
portuguesa da National Geographic - e ainda anunciou-se
o novo material promocional do Museu da Escrita
do Sudoeste.
Em 2013, para além de continuarmos a concretizar o que
temos programado para o projecto científico como é a sistematização da
investigação, o contribuir para o conhecimento da Idade do Ferro em colaboração
com as Autarquias de Almodôvar, Loulé
e Faro
e a continuação da campanha de escavação na Portela da Arca (Almodôvar). Estamos
empenhados em dar corpo à visão social do projecto, ou seja, procurou-se conjugar a investigação científica com as orientações e o planeamento das
ações de valorização, divulgação, educação e fruição das paisagens culturais.
Ambicionamos contribuir para o fortalecimento de uma relação de identidade das
pessoas com o seu património, criando as bases para que as estelas com escrita
do Sudoeste, um dos maiores ícones da Idade do Ferro do Sul de Portugal, sejam
uma imagem de marca da Serra do Algarve e Baixo Alentejo.
Uma nota final ainda para justificar a pouca regularidade
na manutenção deste blog se dever ao facto deste ser desenvolvido em período
paralelo à actvidade profissional dos seus colaboradores, e o tempo ser sempre
insuficiente para dar a desejada resposta e dedicação que lhe gostaríamos de dar.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Necrópole da Abóbada: 2ª campanha de escavação
No âmbito do Projecto Estela, um dos trabalhos planeados para o Verão de 2011 é a continuação da intervenção na Necrópole da Abóbada, no concelho de Almodôvar.
Com o apoio logístico da Câmara Municipal de Almodôvar e com a colaboração da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, os trabalhos da 2ª campanha de escavação irão decorrer até ao final de Julho. Na mesma altura decorrem os trabalhos no povoado das Mesas do Castelinho sob coordenação dos Prof. Dr. Carlos Fabião e Amílcar Guerra (UNIARQ).
Numa lógica de quase continuidade com os pressupostos enunciados na 1ª campanha, os objectivos genéricos prosseguem, nomeadamente a caracterização do sítio arqueológico, o esclarecimento do contexto de origem da estela I e contribuir para o conhecimento das realidades funerárias da Idade do Ferro
De forma mais específica para esta campanha, existe o objectivo de concluir a escavação da Estrutura Tumular 2, finalizar a área Sul e avaliar a escavação da área Este.
Os trabalhos dirigidos pelos arqueólogos Samuel Melro e Pedro Barros e directamente assistidos no terreno pelo antropólogo David Gonçalves, cuja área de especialização resulta precisamente neste tipo de realidades.
Podem ser feitas marcações para visitas acompanhadas ao sítio e às escavações, da parte da manhã de 2ª a Sábado, através dos números: 964007086 e 962736461.
Com o apoio logístico da Câmara Municipal de Almodôvar e com a colaboração da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, os trabalhos da 2ª campanha de escavação irão decorrer até ao final de Julho. Na mesma altura decorrem os trabalhos no povoado das Mesas do Castelinho sob coordenação dos Prof. Dr. Carlos Fabião e Amílcar Guerra (UNIARQ).
Numa lógica de quase continuidade com os pressupostos enunciados na 1ª campanha, os objectivos genéricos prosseguem, nomeadamente a caracterização do sítio arqueológico, o esclarecimento do contexto de origem da estela I e contribuir para o conhecimento das realidades funerárias da Idade do Ferro
De forma mais específica para esta campanha, existe o objectivo de concluir a escavação da Estrutura Tumular 2, finalizar a área Sul e avaliar a escavação da área Este.
Os trabalhos dirigidos pelos arqueólogos Samuel Melro e Pedro Barros e directamente assistidos no terreno pelo antropólogo David Gonçalves, cuja área de especialização resulta precisamente neste tipo de realidades.
Podem ser feitas marcações para visitas acompanhadas ao sítio e às escavações, da parte da manhã de 2ª a Sábado, através dos números: 964007086 e 962736461.
Subscrever:
Mensagens (Atom)









