terça-feira, 20 de setembro de 2011

Guia do Concelho de Almodôvar – Território da Antiga Escrita do Sudoeste


“Visitar Almodôvar, descobrir, ouvir e sentir o seu território, é um convite aliciante e indeclinável. Situado na transição entre o Alentejo e o Algarve, entre a planície e a serra, o Concelho de Almodôvar congrega em si uma espiritualidade ímpar, resultado da diversidade de paisagens e de espécies animais e vegetais que acolhe. Mas Almodôvar é muito mais que uma bonita paisagem: tem alma e história, tão antiga como preciosa.
Ocupada pelo Homem desde o Neolítico, aqui se encontram alguns dos mais importantes achados arqueológicos da história, atestando a centralidade que, desde sempre, o Concelho teve. Entre os tesouros almodovarenses encontram-se importantes e raros achados epigrafados com escrita do sudoeste que nos permitem recuar 2500 anos, à Idade do Ferro, um tempo em que a palavra era de pedra; e também o não menos importante sítio arqueológico das Mesas do Castelinho, aglomerado populacional que se afirmou, desde a II Idade do Ferro, como um dos mais influentes a sul do Tejo.
Almodôvar foi sempre (e de certa forma continua a ser) uma terra de fronteira. Não admira por isso que Almodôvar tivesse sido, ao longo de séculos, a última paragem antes da dura travessia da Serra do Caldeirão, a natural fronteira que sempre separou este Concelho dos aglomerados populacionais algarvios. Actualmente, devido à facilitação da jornada, já não é necessário pernoitar antes de cruzar a Serra no dia seguinte, mas a paragem mantém-se obrigatória para que se possam conhecer as marcas que construíram a identidade de Almodôvar no passado e perduram no presente. Almodôvar traz consigo as lembranças de outros tempos, memórias que o povo cultiva e não deixa esquecer”

São estas as palavras do Autarca de Almodôvar António Sebastião que abrem o “Guia do Concelho de Almodôvar – Território da Antiga Escrita do Sudoeste”, uma edição da Câmara Municipal de Almodôvar, resultado de uma Produção da NATURTERRA, com a coordenação editorial de David Travassos, que irá ser apresentado no dia 23 de Setembro, pelas 21h, na Biblioteca Municipal de Almodôvar.

A escrita do Sudoeste e o património arqueológico assumem particular relevo, como marca de identidade e promoção de Almodôvar. É possível agora aceder a um guia de percursos pedestres, de bicicleta e de automóvel, introduzidos por textos de enquadramento da paisagem, da flora, da fauna, da história e do património do concelho. Nestes capítulos participou Samuel Melro, cumprindo assim os objectivos do Projecto ESTELA na valorização da temática arqueológica, com vista ao seu usufruto público e generalizado de todos os interessados. A partir daqui sai reforçado o convite para a descoberta deste que é o antigo Território da Antiga Escrita do Sudoeste…

Lançamento das Actas do Encontro “Arqueologia e Autarquias”

Integrado nas comemorações das Jornadas Europeias do Património de 2011 (programa), cujo tema é “Património e Paisagem Urbana”, terá lugar no dia 24 de Setembro, pelas 16h locais, no Auditório do Centro Cultural de Cascais, a Mesa Redonda sobre “Arqueologia e Autarquias”.


No final deste evento, numa edição conjunta da Associação Profissional de Arqueólogos e da Câmara Municipal de Cascais, será lançado o livro com as Actas do Encontro “Arqueologia e Autarquias”, realizado em 2008 em Cascais, e no qual o Projecto ESTELA tem com uma participação: “Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar: do museu para o território”, de Samuel Melro, Pedro Barros e Rui Cortes.


Resumo:

“O Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar (MESA), criado em 2007, capitaliza um dos maiores ícones da Idade do Ferro do Sudoeste Peninsular – as estelas com Escrita do Sudoeste. Um núcleo museológico que reflecte a preocupação com uma identidade local reconhecida pela Autarquia de Almodôvar num património arqueológico, do qual o concelho é, de certa forma, um dos epicentros.
Consequentemente, a necessidade de proceder à disposição da informação sobre esta temática e da sua expressão no concelho levou ao desenvolvimento do projecto Estela – Sistematização da
Informação das Estelas com Escrita do Sudoeste, cujos principais pressupostos são expostos. Este permitirá, através da caracterização dos contextos e território dos sítios arqueológicos no concelho de Almodôvar, a revisão e produção de conhecimentos sobre a sociedade que ai habitou, e que numa das suas fases, durante os meados do 1º milénio a.C., foi um local central da primeira região peninsular com escrita.
O seu enquadramento no MESA é determinante naquele que é o seu objectivo último: transpor o conhecimento científico adquirido para um território físico e humano, ou seja, transpor o Museu para o Território.
Assumindo-se o turismo como um agente que se pretende dinamizador das regiões interiores, é também necessário equacioná-lo na promoção do património cultural. Este poderá vir a passar pela salvaguarda, valorização e fruição futura de sítios arqueológicos e paisagens culturais associadas, e que seja sustentada, antes de mais, por uma estratégia de Educação Patrimonial para as populações que as envolva.”

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Visita ao MESA e às escavações da Necrópole da Abóbada

No âmbito das escavações arqueológicas das Mesas do Castelinho e da Necrópole da Abóbada, no dia 29 de Julho vão ser realizadas visitas às exposições que se encontram expostas no Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar (MESA) e ao sítio arqueológico da necrópole da idade do Ferro.


Às 18h será realizada a visita à necrópole da Idade do Ferro do Monte da Abóbada, esta tem como ponto de encontro a Igreja de Gomes Aires (Almodôvar) e será realizada pelos arqueólogos Samuel Melro e Pedro Barros.

Às 21h00 visitam-se as exposições no Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar: “Almodôvar território emescrita” e “Vida e Morte na Idade do Ferro” e serão guiadas por Amílcar Guerra, Samuel Melro e Pedro Barros.

Estas visitas contam com o apoio e organização da Câmara Municipal de Almodôvar e com a colaboração da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (UNIARQ).

terça-feira, 5 de julho de 2011

Necrópole da Abóbada: 2ª campanha de escavação

No âmbito do Projecto Estela, um dos trabalhos planeados para o Verão de 2011 é a continuação da intervenção na Necrópole da Abóbada, no concelho de Almodôvar.


Com o apoio logístico da Câmara Municipal de Almodôvar e com a colaboração da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, os trabalhos da 2ª campanha de escavação irão decorrer até ao final de Julho. Na mesma altura decorrem os trabalhos no povoado das Mesas do Castelinho sob coordenação dos Prof. Dr. Carlos Fabião e Amílcar Guerra (UNIARQ).

Numa lógica de quase continuidade com os pressupostos enunciados na 1ª campanha, os objectivos genéricos prosseguem, nomeadamente a caracterização do sítio arqueológico, o esclarecimento do contexto de origem da estela I e contribuir para o conhecimento das realidades funerárias da Idade do Ferro

De forma mais específica para esta campanha, existe o objectivo de concluir a escavação da Estrutura Tumular 2, finalizar a área Sul e avaliar a escavação da área Este.

Os trabalhos dirigidos pelos arqueólogos Samuel Melro e Pedro Barros e directamente assistidos no terreno pelo antropólogo David Gonçalves, cuja área de especialização resulta precisamente neste tipo de realidades.

Podem ser feitas marcações para visitas acompanhadas ao sítio e às escavações, da parte da manhã de 2ª a Sábado, através dos números: 964007086 e 962736461.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Reportagem sobre os trabalhos do Projecto ESTELA no concelho de Loulé

aqui anteriormente noticiámos a participação do Projecto ESTELA no Dia Internacional dos Museus “Museus e Memória – os objectos contam a sua história” que decorreu no Museu Municipal de Arqueologia de Loulé, no dia 18 de Maio pelas 18h locais, com a apresentação dos trabalhos realizados pelo Projecto ESTELA no concelho de Loulé e que aqui já se deu notícia em duas ocasiões: no seu inicio das prospecções e sobre a notícia de publicação de um artigo na próxima Revista do Arquivo Histórico Municipal de Loulé - Al-'ulyã.



Com o objectivo de divulgar os trabalhos efectuados, para um público não especializado, esta conferência foi objecto de uma reportagem vídeo realizada pela Câmara Municipal de Loulé, e que aqui pode ser vista.

Gostaríamos de agradecer o convite e a amabilidade com que fomos recebidos pelos serviços do Museu Municipal de Arqueologia de Loulé.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Propostas em torno das Escritas e dos Museus

O Município de Almodôvar promove entre 14 e 18 de Maio uma série de iniciativas, das quais destacamos:

16 de Maio, 15.00: Workshop Património e Museus de Almodôvar, destinado a empresários da Hotelaria e
Restauração (Museu Severo Portela).

17 de Maio, 18.00: II Encontros sobre História das Escritas (Biblioteca Municipal de Almodôvar), Conferências:

O Próximo Oriente: Dos sistemas antigos à escrita árabe, pelo Prof. Doutor José Augusto Ramos (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).

A Escrita na Índia: uma perspectiva histórica, pelo Mestre Shiv Kumar Singh (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Moderador: Prof. Doutor Amílcar Guerra (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

18 de Maio, 21.00: Tertúlia no Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar (Museu aberto até às 24h)
Arqueologia e museus no século XXI. Oradores: Prof. Doutor João Carlos Brigiola (Director do Instituto Português de Museus), Prof. Doutor Carlos Fabião (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), Mestre Rui Parreira (Direcção Regional de Cultura do Algarve R).


A anteriormente anunciada conversa em torno do Projecto ESTELA, em Almodôvar, é adiada para o mês de Julho, altura em que são retomadas as escavações na necrópole da Abóbada.

Aproveitamos ainda para divulgar que no dia 21 de Maio de 2011 os “Percursos de Roda Pé” da Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Moura e a Terra Plena, Território e Turismo, propõem uma visita guiada pelo Castelo de Moura, a cargo do Arqueólogo José Valente. Neste percurso será visitado o local onde foi encontrado o recente fragmento com caracteres da escrita do Sudoeste (mais informações aqui).

terça-feira, 3 de maio de 2011

Apresentações do Projecto ESTELA no âmbito do Dia Internacional dos Museus


Integrado nas comemorações do Dia Internacional dos Museus “Museus e Memória – os objectos contam a sua história” terá lugar no dia 18 de Maio, pelas 18h locais, uma conferência do Projecto ESTELA sobre os trabalhos realizados no concelho de Loulé e que aqui já se deu notícia em duas ocasiões; no inicio das prospecções e na noticia de publicação de um artigo na próxima Revista do Arquivo Histórico Municipal de Loulé - Al-'ulyã.

Estas conferências são de divulgação, para um público não especializado e em estreita colaboração com o Museu Municipal de Arqueologia de Loulé. Este conta na sua exposição permanente com 4 exemplares das estelas com escrita do Sudoeste.

No dia seguinte, dia 19 de Maio, irá ainda ter lugar uma apresentação pública do Projecto ESTELA em Almodôvar, igualmente dirigida ao público em geral, num conjunto de iniciativas promovidas pelo Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar, e que em breve aqui anunciaremos.

Visita arqueológica ao concelho de Almodôvar


No âmbito dos objectivos do Projecto ESTELA de transpor o conhecimento científico adquirido para um território físico e humano (o Museu para o Território), e promover a valorização e fruição de sítios arqueológicos e paisagens culturais, associadas ao turismo como agente dinamizador das regiões interiores, é com grande satisfação que a pedido da Associação Arqueológica do Algarve será realizada, durante o mês de Maio, a visita a alguns dos locais alvo dos nossos trabalhos, bem como ao sítio classificado das Mesas do Castelinho (onde foi encontrada uma das estelas com escrita do Sudoeste) e ao Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar (vídeo promocional e reportagem na RTP) e onde se encontra a exposição: Vida e Morte na Idade do Ferro.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Participação no Encontro sobre a Idade do Ferro no Sul de Portugal


aqui anteriormente noticiámos a participação do Projecto ESTELA no Encontro sobre a Idade do Ferro no Sul de Portugal, dedicado ao tema “Em torno da escrita do Sudoeste” que se realizou no dia 26 de Março na Associação dos Arqueólogos Portugueses (AAP), no Museu Arqueológico do Carmo (Lisboa).


Resultou o mesmo, no nosso entender, num sucesso. Uma oportunidade que permitiu não apenas ouvir numa sala lotada um conjunto de apresentações em torno das questões linguísticas e arqueológicas, como também a oportunidade de debater alguns dos principais aspectos desta temática e de se expor as várias interpretações levantadas.


À Secção de História da Associação, aos nossos colegas comunicantes e aos muitos que aí se deslocaram fica o nosso agradecimento.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Encontros sobre a Idade do Ferro no Sul de Portugal: em torno da escrita do Sudoeste


Dentro do ciclo de conferências da Secção de História da Associação dos Arqueólogos Portugueses, no Museu Arqueológico do Carmo (Lisboa), terá lugar no dia 26 de Março a partir das 15h, o que se espera ser o primeiro dos Encontros sobre a Idade do Ferro no Sul de Portugal, dedicado ao tema “Em torno da escrita do Sudoeste” onde o Projecto ESTELA participa conforme programa:

- 15h00m - "A escrita do Sudoeste Peninsular. Fundamentos para a sua compreensão" - Mário Varela Gomes

- 15h30m - "Escrita do sudoeste: origem e problemas de decifração" - Miguel Valério

- 16h00m - "Contributos do Projecto ESTELA para a investigação da escrita do Sudoeste" - Amílcar Guerra, Samuel Melro e Pedro Barros

- 16h30m - " 'Ferro de Ourique': necrópoles na paisagem ou paisagem de necrópoles?" - Jorge Vilhena

- 17h00m - "Necrópole do Pardieiro: resultados da escavação de 2008-2009" - Virgílio Hipólito Correia e Jorge Vilhena

- 17h30m - Debate e conclusões

terça-feira, 15 de março de 2011

Conferência no Museo Arqueológico Provincial de Badajoz


aqui anteriormente noticiámos a participação do Projecto ESTELA dentro do ciclo de conferências do primeiro semestre de 2011 do Museo Arqueológico Provincial de Badajoz que teve lugar no dia 5 de Março pelas 11h30m locais, com a apresentação da conferência: “A escrita do Sudoeste e a Idade do Ferro no Sul de Portugal”.


Resumo:

O Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar (MESA) criado em 2007 em torno de um dos maiores ícones da Idade do Ferro do Sul de Portugal (Baixo Alentejo/Algarve) – as estelas com escrita do Sudoeste – reflecte a preocupação em valorizar este património arqueológico.
O espaço geográfico do fenómeno da Escrita do Sudoeste, que se estende entre a Extremadura (Espanha) e o Algarve (Portugal), conta com uma maior concentração, entre um agrupamento no barrocal algarvio, e um interior alentejano no Alto Mira e Alto Sado, observando-se ainda nas serras de Mú e Caldeirão, um importante conjunto localizado na transição do Alentejo e do Algarve, cuja centralidade na dispersão das estelas epigrafadas não será displicente.
A discussão dos modelos explicativos da chamada I Idade do Ferro é objecto de debate, onde o problema da cronologia é perspectivado a dois níveis num evidente desequilíbrio: a componente epigráfica e linguística e a componente arqueológica. Uma vez constatado o reiterado cariz de reutilizações tardias das estelas, isto é da sua relação secundária com as necrópoles, verifica-se um desencontro temporal entre a cultura material conhecida no registo arqueológico, essencialmente a partir do século VI a.C., e algumas propostas que sugerem uma datação mais recuada atribuída à escrita do Sudoeste.
Esta manifestação epigráfica, conhecida como “escrita tartéssica”, corresponde a realidade material cujos vestígios se dispersam pelo Sudoeste Peninsular, razão pela qual me parece adequada designá-la também como “escrita do Sudoeste”. Os documentos até ao momento identificados, que rondam aproximadamente uma centena, representam a mais antiga escrita local documentada na Península Ibérica. A cronologia do fenómeno e em especial a das suas manifestações mais precoces é bastante discutida, situando-se, de qualquer modo, no âmbito da chamada I Idade do Ferro.
Reconhece-se no sistema de signos então criado uma dependência directa do alfabeto fenício (com eventuais contributos de outra origem, segundo algumas propostas), o qual servir de base a um semi-silabário hispânico. Embora se conheça um elenco dos seus caracteres, em número de 27, através de um documento proveniente da localidade alentejana de Espanca (Castro Verde), a contabilidade do conjunto de signos é superior, o que amplia as incertezas originárias a respeito do valor fonético de todos os grafemas. Esta dificuldade parece acentuar-se com alguns novos achados em que ocorrem novas formas de alguns signos. Sem resolver esta questão, o projecto ESTELA procurará contribuir para uma análise do sistema e das suas variantes.
A natureza fragmentária de muitos dos monumentos epigráficos, o facto de os textos serem bastante breves (o mais extenso ultrapassa em pouco os 80 caracteres) e a inexistência de textos bilingues são algumas das razões pelas quais continua a considerar-se enigmático o significado destes textos. Assinala-se, todavia, a recente proposta da sua vinculação a uma língua céltica, proposta que contraria a sua tradicional interpretação como uma língua não-indoeuropeia desta região meridional.
A necessidade de pôr à disposição de todos informação sobre esta temática e a sua expressão, resultou no projecto ESTELA – Sistematização da Informação das Estelas com Escrita do Sudoeste. Através da caracterização dos contextos arqueológicos (apoiada em reconhecimentos no terreno, no estudo de colecções e na documentação de museus) pretende-se contribuir para a revisão dos conhecimentos sobre uma sociedade que produziu esses monumentos, tentando compreender as directas relações entre espaço habitacional, o mundo funerário e as inscrições e fornecer mais dados para a explicação desta cultura. Não se pretende deslindar o que nos querem transmitir, mas sim tentar compreender quem nos quer transmitir.
O projecto procura ainda conjugar a salvaguarda, a valorização, a educação e a fruição das paisagens culturais. A sistematização da informação arqueológica irá permitir a sua dinamização e gestão sustentada, o planeamento das actividades museológicas e o desenvolvimento de parcerias, mas sobretudo transpor um Museu para o Território como reflexo e reconhecimento deste elemento de originalidade, factor de diferenciação e afirmação da identidade, memória histórica da primeira região com escrita no contexto peninsular.

Gostaríamos de agradecer o convite e a amabilidade com que fomos recebidos pelo Director do Museu: Manuel de Alvarado.