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segunda-feira, 9 de julho de 2012
domingo, 1 de julho de 2012
Campanha de escavação na Portela da Arca (Almodôvar)
No âmbito da continuação do Projecto Estela, um dos trabalhos planeados para o Verão de 2012 é a intervenção na Portela da Arca, no concelho de Almodôvar.
Os trabalhos arqueológicos propostos têm por objetivo aferir as observações induzidas pela prospeção e o recolher informação arqueológica que permite contribuir para o conhecimento da Idade do Ferro nesta área central do fenómeno da escrita do Sudoeste.
O sítio da Portela da Arca, descoberto em 2009, foi selecionado por se destacar como um dos poucos locais que se poderia interpretar como um contexto de eventual povoado. Inserido no conjunto de sítios do planalto dos Montes das Antas, junto da linha de festo entre o rio Mira e a Ribeira de Ferranhas, localiza-se entre as necrópoles da Idade do Ferro de Mouriços/ Antas de Cima (escavada no início dos anos 70 do século XX) e a necrópole da Abóbada (intervencionada entre 2010 e 2011 no âmbito deste projecto) o que reforça a escolha para aqui se realizarem trabalhos arqueológicos.
Aqui destaca-se um montículo artificial de terra disposto numa elevação entre dois barrancos, com declive mais acentuado a Norte, e apresenta alguns elementos pétreos dispersos e material cerâmico numa área superior a 300m2. Na abundante presença de material cerâmico que o contextualiza na Idade do Ferro salienta-se um conjunto de fragmentos com decoração que os situa entre os séculos VII e V a.C. e com paralelos mais próximos em Fernão Vaz (Ourique). Com o apoio logístico da Câmara Municipal de Almodôvar e com a colaboração da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, os trabalhos dirigidos pelos arqueólogos Samuel Melro e Pedro Barros irão decorrer até ao final de Julho. Na mesma altura decorrem os trabalhos no povoado das Mesas do Castelinho sob coordenação dos Profs. Dr. Carlos Fabião e Amílcar Guerra (UNIARQ).
Os trabalhos arqueológicos propostos têm por objetivo aferir as observações induzidas pela prospeção e o recolher informação arqueológica que permite contribuir para o conhecimento da Idade do Ferro nesta área central do fenómeno da escrita do Sudoeste.
O sítio da Portela da Arca, descoberto em 2009, foi selecionado por se destacar como um dos poucos locais que se poderia interpretar como um contexto de eventual povoado. Inserido no conjunto de sítios do planalto dos Montes das Antas, junto da linha de festo entre o rio Mira e a Ribeira de Ferranhas, localiza-se entre as necrópoles da Idade do Ferro de Mouriços/ Antas de Cima (escavada no início dos anos 70 do século XX) e a necrópole da Abóbada (intervencionada entre 2010 e 2011 no âmbito deste projecto) o que reforça a escolha para aqui se realizarem trabalhos arqueológicos.
Aqui destaca-se um montículo artificial de terra disposto numa elevação entre dois barrancos, com declive mais acentuado a Norte, e apresenta alguns elementos pétreos dispersos e material cerâmico numa área superior a 300m2. Na abundante presença de material cerâmico que o contextualiza na Idade do Ferro salienta-se um conjunto de fragmentos com decoração que os situa entre os séculos VII e V a.C. e com paralelos mais próximos em Fernão Vaz (Ourique). Com o apoio logístico da Câmara Municipal de Almodôvar e com a colaboração da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, os trabalhos dirigidos pelos arqueólogos Samuel Melro e Pedro Barros irão decorrer até ao final de Julho. Na mesma altura decorrem os trabalhos no povoado das Mesas do Castelinho sob coordenação dos Profs. Dr. Carlos Fabião e Amílcar Guerra (UNIARQ).
terça-feira, 8 de maio de 2012
Mesas do Castelinho em Conferência 10 de Maio no Museu do Carmo
Conferência de Susana Estrela
|10 de Maio - 18.00h. |
Associação dos Arqueólogos Portugueses - Museu do Carmo
MESAS DO CASTELINHO (ALMODÔVAR)
UMA ALDEIA AMURALHADA NA PAISAGEM DA IDADE DO FERRO DO BAIXO ALENTEJO
Em
finais do século V a.C. é fundado, numa paisagem marcadamente interior e
de fronteira, o povoado de Mesas do Castelinho (Almodôvar, Baixo
Alentejo). Delimitado por segmentos justapostos de muralhas, o local
vem, aparentemente, romper com as antigas formas de povoamento
conhecidas para a região baixo-alentejana.
Os
dados saídos ao longo de mais de duas dezenas de anos de um projecto de
investigação e analisados no âmbito de um trabalho académico de
mestrado vêm demonstrar a existência de um aglomerado rural que pode ser
interpretado como uma aldeia, com um desenho urbano que se define, mais
do que apenas pelas suas muralhas, pelos espaços interiores que
reflectem as actividades proporcionadas pela paisagem envolvente:
exploração pecuária, agricultura, caça.
Esta
ruralidade está patente no acervo material, com consideráveis
quantidades de cerâmica produzida local ou regionalmente e, com muito
menor expressão, através da presença de artigos importados desde
paragens litorais.
No
primeiro lote incluem-se os recipientes manuais com decorações incisas,
que caracterizam o tradicional e conservador conjunto material da Idade
do Ferro da região. Dele fazem parte, porém, os inovadores recipientes
com matrizes impressas, uma das marcas definidoras da designada II Idade
do Ferro.
A
estes materiais cerâmicos associam-se artigos de origem mediterrânea,
como a cerâmica ática, as contas de vidro, a cerâmica de “tipo Kouass”,
as ânforas produzidas na baía gaditana, a cerâmica pintada em bandas,
entre outros.
O
sítio, dissimulado na paisagem e implantado numa área com fracas
aptidões naturais, na fronteira entre a serra do Caldeirão e a
peneplanície alentejana, localizado junto a uma rota de pessoas e bens,
revelará a sua importância na partilha dos artigos produzidos local ou
regionalmente e, neste particular, das cerâmicas com matrizes impressas.
Sempre muito diminutos no registo arqueológico de Mesas do Castelinho,
os artigos importados demonstram a ausência de rupturas nos circuitos da
sua distribuição pelo interior.
Estes
sinais de continuidade prolongam-se até ao século II a.C., quando o
registo material revela dos mais precoces contactos com o mundo romano
conhecidos até ao momento para a região, com uma população que mantém as
suas vivências intrinsecamente rurais, num povoado que já não utiliza a
fortificação como perímetro e que constrói novos espaços habitacionais e
de trabalho sobre as suas muralhas.
Susana Estrela
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