sexta-feira, 3 de maio de 2013

Exposição I: “Quem nos escreve desde a serra”




Em Salir, no dia 9 de maio, às 18h00 será inaugurada a exposição de rua itinerante que tem como tema as estelas com escrita do Sudoeste e a Idade do Ferro na serra do Algarve.

Na Península Ibérica, há mais de 2500 anos, os povos do Sul de Portugal e da Andaluzia transformaram e adaptaram o alfabeto fenício e criaram uma escrita própria da língua falada na região, a escrita do Sudoeste, cujos vestígios se concentram na serra do Algarve.

Pretende-se agora divulgar os materiais arqueológicos provenientes do concelho de Loulé e dar a conhecer a investigação realizada sobre este período, a escrita, o modo de vida e da morte.

No âmbito desta exposição será ainda exposta ao público, no Pólo Museológico de Salir e pela primeira vez, a estela com escrita do Sudoeste encontrada no Viameiro (Salir).

A escrita do Sudoeste é uma realidade histórica de cariz excepcional, uma imagem de marca da serra e um símbolo privilegiado da herança histórica do Algarve, pois trata-se da mais antiga manifestação de escrita da Península Ibérica que, ainda hoje, está por decifrar.

sábado, 20 de abril de 2013

1º Festival de Caminhadas do Algarve



Vai-se realizar o 1º Festival de Caminhadas do Algarve, na aldeia do Ameixial, localizada na serra do Caldeirão no concelho de Loulé, entre o Algarve e o Alentejo. O Festival vai decorrer nos próximos dias 26, 27 e 28 de Abril e a participação nas actividades é gratuita (apenas requer inscrição prévia junto da organização para efeitos de seguro).
O festival “surge com o objectivo de estimular a prática de caminhadas no interior do concelho e pretende juntar um vasto público, com diferentes interesses, mas com um gosto em comum: caminhar!”.
Um dos percursos pedestres é dedicado à “Arqueologia e escrita do Sudoeste” e será guiado pelo Projecto ESTELA. A partir das 15h00 do dia 27, numa distância inferior a 4km, com travessias da ribeira do Vascanito, vão ser visitados três sítios arqueológicos relacionados com a escrita do Sudoeste, para além do constante contacto com a natureza da região.
A escrita do Sudoeste é um dos mistérios e um dos maiores tesouros da arqueologia europeia, para além de ser a mais antiga escrita da Península Ibérica, com cerca de 2500 anos. É ainda um símbolo privilegiado da herança histórica da região e uma das imagens de marca da serra. Por estas e outras razões, foi adoptada para o grafismo do Festival.
Para além do percurso, destacam-se as manhãs dos dias 27 e 28 de Abril com a realização de um Peddy Papper, para pais e filhos, com o tema “À descoberta da escrita do Sudoeste”.
O programa conta ainda com outros doze percursos à escolha, onde para além das tradicionais caminhadas existem outras dedicadas a temas como: a observação de elementos patrimoniais, a fotografia e a observação de aves. O evento tem ainda prevista animação, musica, gastronomia, dança, tertúlias, workshops e convívio.
Esta iniciativa é promovida pela Câmara Municipal de Loulé, com a organização da ProActiveTur e os apoios da Junta de Freguesia do Ameixial, da Direcção Regional da Cultura do Algarve e do Projecto Querença.

sábado, 30 de março de 2013

Participação do Projecto ESTELA no ciclo de conferências “Antiguidade em Loulé”



 
O Projecto ESTELA foi convidado a participar no ciclo de conferências “Antiguidade em Loulé”, promovido pela Câmara Municipal de Loulé durante o ano de 2013.

Assim, no sábado dia 13 de Abril, pelas 15h00, no Arquivo Municipal de Loulé, será apresentada a conferência com o título: “A investigação sobre a escrita do Sudoeste no concelho de Loulé”, da autoria de Pedro Barros, Samuel Melro e Susana Estrela.

A apresentação vai incidir nas descobertas realizadas desde 1897 por inúmeros investigadores e apaixonados pela arqueologia que contribuíram para a identificação das dezassete estelas do concelho de Loulé e para a investigação da escrita mais antiga da Península Ibérica.

Esta iniciativa, com entrada livre, destina-se a um público não especializado e nelas se apresentam diferentes aspectos da história e arqueologia do concelho de Loulé. Neste ciclo irão ainda participar os arqueólogos Victor Gonçalves, João Pedro Bernardes e Alexandra Pires.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Projecto Estela ganha bolsa de investigação do DAI

 
O projecto ESTELA candidatou-se à Bolsa de Investigação do Instituto Arqueológico Alemão (DAI), instituída entre aquele Instituto e a Direção Geral do Património Cultural (DGPC).
 
 
A pretensão tem como objectivo proceder à revisão da informação existente, através do levantamento documental dos achados recolhidos no actual território espanhol, assim como da bibliografia associada a este importante tema da proto-história Peninsular e em particular do Sudoeste Português. Esta proposta inscreve-se no trabalho de investigação científica que está em curso, que tem por objectivo último a sistematização da informação das estelas com escrita do Sudoeste.
 
O júri destas instituições determinou a atribuiçãoda Bolsa de 2012 ao projeto ESTELA apresentado pela arqueóloga Susana Estrela. As acções propostas irão ser desenvolvidas na Delegação de Madrid do DAI.
 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Faleceu Jürgen Untermann



 
Quem partilhou a sua amizade, terá muita dificuldade em esquecer, a sua irremediável perda, particularmente sentida pelo facto de nele se conjugarem um conjunto de virtudes que faziam dele uma pessoa excepcional. De um lado as suas qualidades humanas, por todos bem conhecidas: a sua delicadeza e sensibilidade, a sua generosidade e permanente disponibilidade para acolher todos os que o procuravam, a sua extrema modéstia, marcada mesmo por alguns laivos de insegurança que davam ainda maior relevo à sua estatura como homem de ciência. No domínio científico sobressaíam, para além da sua enorme capacidade de trabalho, demonstrada em particular nos vários volumes dos Monumenta Linguarum Hispanicarum, o rigor, a honestidade e a solidez da sua investigação.
 
O domínio das escritas e línguas paleo-hispânicas constituiu um dos que mais concitou a sua atenção, tendo dedicado, no que expressamente diz respeito ao âmbito das escritas do Sudoeste da Hispânia, uma obra de referência, o volume IV dos seus Monumenta, publicado em 1997. Este livro fundamental para os estudos destes temas é constituído por um repertório da documentação epigráfica pertinente e por uma análise rigorosa de todo esse repositório. A esta obra juntou muitas outras referências fundamentais sobre o tema, no qual era um eminente especialista.
 
Neste contexto, as estelas de Almodôvar, para além de terem feito parte do seu trabalho, fizeram também parte da sua vida e ficaram associadas a momentos para ele inesquecíveis. Do mesmo modo, também ele se tornou inesquecível para todos os que o conheceram --- por isso a sua memória ficará inevitavelmente ligada a estas paisagens e a estas pedras, a estas lápides que de alguma forma são suas.
 
 
Amílcar Guerra

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Olhar 2012 e pensar 2013


Em 2012 o Projecto ESTELA continuou a divulgar os trabalhos do projecto e os resultados da investigação em torno da escrita do Sudoeste.


Em termos científicos, é de registar a participação no na reunião Sidereum Ana III com a reflexão dos contributos do Projecto ESTELA para o conhecimento da Idade do Ferro entre o Baixo Alentejo e o Algarve e no VI Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular com os resultados obtidos na escavação da necrópole da Abóbada. Procurou-se ainda sistematizar a investigação em torno das primeiras identificações das estelas com escrita do Sudoeste, nomeadamente das estelas do Cenáculo (I e II), de Estácio da Veiga, em particular das provenientes da necrópole da Fonte Velha de Bensafrim e da estela do Monte da Portela.

O desenvolvimento da investigação durante 2012 só se tornou possível com o precioso apoioda Associação Arqueológica do Algarve no estudo dos restos humanos da necrópole da Abóbada e do espólio da necrópole do Monte da Atafona, bem como com a cooperação do Laboratório de Arqueociências da Direcção Geral do Património Cultural e da Câmara Municipal de Almodôvar na campanha de escavação arqueológica de 2012 no sítio da Portela da Arca (Almodôvar), alvo de uma reportagem diária e foi divulgado na imprensa. É ainda de se referir que a mensagem mais vista do ano passado foi relacionada com este trabalho arqueológico.

No âmbito da divulgação da escrita do Sudoeste e da Idade do Ferro no Baixo Alentejo e Algarve realizou-se uma visita guiada a estudantes da Universidade de Marburg, informou-se de uma conferência associada a este Projecto sobre as Mesas do Castelinho - este sítio e o projecto que se desenvolve desde 1989 foram ainda alvo de divulgação na edição portuguesa da National Geographic - e ainda anunciou-se o novo material promocional do Museu da Escrita do Sudoeste.

Em 2013, para além de continuarmos a concretizar o que temos programado para o projecto científico como é a sistematização da investigação, o contribuir para o conhecimento da Idade do Ferro em colaboração com as Autarquias de Almodôvar, Loulé e Faro e a continuação da campanha de escavação na Portela da Arca (Almodôvar). Estamos empenhados em dar corpo à visão social do projecto, ou seja, procurou-se conjugar a investigação científica com as orientações e o planeamento das ações de valorização, divulgação, educação e fruição das paisagens culturais. Ambicionamos contribuir para o fortalecimento de uma relação de identidade das pessoas com o seu património, criando as bases para que as estelas com escrita do Sudoeste, um dos maiores ícones da Idade do Ferro do Sul de Portugal, sejam uma imagem de marca da Serra do Algarve e Baixo Alentejo.

Uma nota final ainda para justificar a pouca regularidade na manutenção deste blog se dever ao facto deste ser desenvolvido em período paralelo à actvidade profissional dos seus colaboradores, e o tempo ser sempre insuficiente para dar a desejada resposta e dedicação que lhe gostaríamos de dar.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

VI Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular – contributo do Projecto ESTELA


Já aqui anteriormente noticiámos a participação do Projecto ESTELA no VI Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular realizado em Villafranca de los Barros (Badajoz), entre os dias 4 e 6 de Outubro. Este contou com a apresentação da comunicação “A necrópole da Abóboda (Almodôvar): Trabalhos Arqueológicos 2010/ 2011” que contou com o seguinte Resumo:


A escavação arqueológica na necrópole da Idade do Ferro da Abóbada decorreu no âmbito do Projecto ESTELA. Tinha como objectivo a caracterização do local de proveniência da chamada “Estela do Guerreiro”, identificada em 1972 e assim apelidada por representar ao centro da inscrição com escrita do Sudoeste uma figura humana interpretada como um guerreiro.


O resultado dos trabalhos aí desenvolvidos entre 2010 e 2011 permitiram reunir um conjunto de Informação quanto à cronologia, tipo de estruturas funerárias e documentar os respetivos rituais funerários. Apesar da sua afectação pela lavra mecânica, foi possível registar a presença de dois monumentos funerários pétreos quadrangulares e de diversos covacho sem fossa simples com deposição secundária das cremações.

Os restos humanos apresentam-se completamente calcinados e a sua fragmentação é muito elevada. Foram depositados diretamente no solo sem recurso a urna e as evidências sugerem que a cremação se terá dado pouco tempo após a morte, com os tecidos moles ainda presentes


Estes trabalhos contaram com a colaboração dos alunos do Curso de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, de David Gonçalves, Amílcar Guerra, Carlos Fabião (Universidade de Lisboa) e da Câmara Municipal de Almodôvar aos quais agradecemos.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Novo material promocional do Museu da Escrita do Sudoeste

 

Foi divulgado o novo material promocional do Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar (canecas, porta-chaves, pins, lápis, réplicas da estela I da Abóbada e t-shirts) que pode ser adquirido na sua loja/recepção. Também foi apresentada a imagem gráfica do Museu e a nova indumentária para os seus funcionários.
 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Participação do Projecto ESTELA no VI Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular

Terá lugar em Villafranca de los Barros (Badajoz), entre os dias 4 e 6 de Outubro, o VI Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular, numa organização conjunta do Ayuntamiento Villafranca de los Barros, do Instituto de Arqueología de Mérida, do Gobierno de Extremadura, da Universidade de Huelva, do IGESPAR I.P. e da DRC Alentejo.

O Projecto Estela, em parceria com alguns dos seus colaboradores, irá apresentar a seguinte comunicação: “A necrópole da Abóboda (Almodôvar)” da autoria de Samuel Melro, Pedro Barros e David Gonçalves.

Mais informação sobre o VI Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular disponível aqui.

SIDEREUM ANA III – contributo do Projecto ESTELA

 
aqui anteriormente noticiámos a participação do Projecto ESTELA na reunião científica do Sidereum Ana III realizado em Mérida entre os dias 19 e 21 de Setembro. Esta contou com a apresentação de uma comunicação da qual se junta o Resumo:

Contributos para a Idade do Ferro entre o Baixo Alentejo e o Algarve: o Projecto ESTELA
 
Desde 2008 que o Projecto ESTELA procede à sistematização da informação das estelas com escrita do Sudoeste através da caracterização dos contextos arqueológicos. Procura-se equilibrar o percurso da investigação até aqui essencialmente centrada nos monumentos e na escrita, coligindo-se dados para a revisão dos conhecimentos sobre a sociedade que produziu esses monumentos e contribuindo para se compreender as directas relações entre espaço habitacional, o mundo funerário e as inscrições.

A importância dessa problemática reside no facto da escrita do Sudoeste ter sido um dos principais suportes de um dos primeiros modelos explicativos do I milénio a.C., no qual as estelas epigrafadas coroavam a expressão de um eloquente mundo funerário da designada I Idade do Ferro de cariz mediterrânico e que, contrastaria com uma chamada II Idade do Ferro de influência celtizante na qual a epigrafia desaparece.

Os trabalhos desenvolvidos referem-se a prospeções que tiveram lugar nos concelhos de Almodôvar e Loulé. Estas permitiram realizar uma análise espacial onde se identificam uma série de eixos de ocupação ao longo do I milénio a.C., entre a planície e a serra, localizados sobretudo pelos vales dos cursos de água que irradiam da Serra do Caldeirão e em menor percentagem nas zonas de cumeada (planaltos).

A distribuição interior desta epigrafia, estruturada nesse território de montanha, permanece assim como uma das questões chave, não apenas dada a diferença que oferece relativamente aos ambientes litorais de cronologia mais antiga, mas também pela sua ausência no novo mundo de necrópoles em torno de Beja.

Outra problemática refere-se à sua cronologia. No quadro de análise crítica do modelo acima referido, em grande parte resultante da revisão cronológica do espólio dos sítios do “Ferro de Ourique” intervencionados na década de 70 do século XX, para momentos mais tardios em torno dos séculos VI/ V a.C., em contraste com o enquadramento inicialmente proposto, também se reequaciona o enquadramento desta epigrafia. Contudo, os contextos das estelas não foram questionados, quando a maioria das epigrafes resulta de achados isolados, de associações de proximidade a necrópoles sem contexto ou reaproveitadas em contextos secundários. Outras, como as da Mealha-a-Nova, Pardieiro e Neves 2 levantam fortes reservas na sua atribuição directa a contextos primários. Desta forma, a escrita do Sudoeste apesar das dificuldades em precisar os seus limites cronológicos deve decorrer num curto intervalo de tempo – centrado entre os meados do século VII a.C. e os inícios do século VI a.C., cronologia corroborada pelo reaproveitamento de uma epígrafe na necrópole de Medellín numa estrutura tumular do último quartel do século VI a.C.. Problematiza-se assim sobre qual a razão para a sua reutilização nos empedrados tumulares das necrópoles, até que ponto as estelas mantêm a sua função funerária, ou teriam tido outro carga simbólica como a re-necropolização da paisagem ou a “legitimização” do mundo rural dito “pós-orientalizante”.

Para além do trabalho de prospecção desenvolvem-se algumas escavações localizadas em sítios que se consideram poder contribuir para o esclarecimento de algumas questões relacionadas com esta temática. O povoado da Portela da Arca remete para a presença de um conjunto habitacional enquadrado nos meados do I milénio e em clara associação à ocupação da zona, nomeadamente a necrópole de Mouriços (composta por dois monumentos, um circular sobreposto por outro retangular, e de onde provêm duas pontas e dois contos de lança em ferro, tal como os fragmentos de uma faca com rebites) enquadrado no século VI/ V a.C..

Outra das intervenções realizou-se na necrópole da Idade do Ferro da Abóbada, com o objectivo de caracterizar o local de proveniência das suas estelas, sobretudo da estela apelidada do “guerreiro”. Conforme já era referido pelos seus descobridores Manuela Alves Dias e Luís Coelho, podemos ainda hoje observar duas estruturas tumulares e locais de cremações. No entanto o conhecimento que se obteve com a intervenção permite entender melhor este sítio. Numa disposição gregária, as duas estruturas, erguidas sobre uma prévia preparação do solo, revelam empedrados quadrangulares com um covacho/ sepultura escavado na base do afloramento rochoso e possivelmente seriam cobertas por um tumulus de pedra e terra. Foram ainda identificados alguns conjuntos de restos osteológicos cremados de origem humana em deposição secundária, que contam com duas formas de enterramento: cinco sepulturas escavadas diretamente no solo sem vestígios de ter havido recurso a qualquer contentor e uma outra, também em fossa simples, mas com recurso a uma urna e de onde provinha a referida estela I da Abóbada. Estas sepulturas revelam dados sobre o ritual funerário, nestes casos os indivíduos – muito provalvelmente, logo após a sua morte - eram cremados num local diferente de onde eram depositados e que a recolha de ossos calcinados da pira não considerava a totalidade do indivíduo, mostram ainda que os ossos foram sujeitos a uma intensidade de combustão elevada com o objetivo de atingir a cremação completa dos indivíduos todos adultos (um deles possivelmente masculino). O parco espólio encontrado, nomeadamente a urna e a ponta e o conto de lança remetem para uma cronologia entre os finais do século VI e os meados do século IV a.C..

Pretende-se assim apresentar o balanço e resultados do Projecto ESTELA, contribuir para o conhecimento das principais problemáticas em torno deste tema e fornecer mais dados para a explicação desta importante manifestação cultural.
 
Estes trabalhos contaram com a colaboração dos alunos do Curso de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, de Susana Estrela, David Gonçalves, Amílcar Guerra, Carlos Fabião (Universidade de Lisboa), da Câmara Municipal de Almodôvar e Associação Arqueológica do Algarve aos quais agradecemos.
 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Conferência do Projecto ESTELA no SIDEREUM ANA III


No âmbito da reunião científica do SIDEREUM ANA III, sob o tema “El río Guadiana y Tartessos”, organizada por Javier Jiménez Ávila do Instituto de Arqueología de Mérida, que vai ter lugar entre 19 e 21 de Setembro em Mérida, o Projecto ESTELA vai participar com uma conferência intitulada: “Contributos para a Idade do Ferro no Baixo Alentejo: o Projecto Estela”.

 
Esta terceira reunião continua o objectivo de “intensificar a investigação arqueológica sobre a Proto-História do vale do Guadiana e fomentar os contactos científicos entre os arqueólogos espanhóis e portugueses que desenvolvem a sua actividade ao longo deste rio”. A atenção desta edição é para os “momentos centrais da Idade do Ferro no Sudoeste” entre o Bronze Final e o período Post-Orientalizante.

Aqui também serão apresentados os resultados dos últimos e “espectulares achados das necrópoles da zona de Beja, de Mérida e os ligados ao mundo Fenício junto à foz do rio, para além de muitos outros estudos resultado da investigação sobre Tartessos e do Guadiana Sidérico”. Junto anexa-se o programa e a ficha de inscrição.