terça-feira, 11 de junho de 2013

Vídeo sobre a exposição "Quem nos escreve desde a Serra"


Durante a inauguração da exposição na Penina - Benafim, foi apresentado o vídeo que revela o processo construtivo da exposição “Quem nos escreve desde a serra”, desde a ideia à sua concretização, passando pelas pessoas envolvidas e os meios logísticos necessários, divulgando ainda  alguns dos conteúdos da exposição.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Exposição II: “Quem nos escreve desde a serra”

 
Na Penina - Benafim (Loulé), no dia 10 de Junho, às 21h00 será inaugurada a exposição de rua itinerante que tem como tema as estelas com escrita do Sudoeste e a Idade do Ferro na serra do Algarve.
 
No âmbito da inauguração desta exposição, a estela de Barradas regressa temporariamente, até dia 10 de Julho, à freguesia de origem onde foi encontrada e será ainda apresentado o vídeo que revela o processo construtivo da exposição, desde a ideia à sua concretização, passando pelas pessoas e os meios logísticos envolvidos, como também divulga alguns dos conteúdos da exposição.
 
 
Conforme já noticiado, no último mês, a exposição esteve presente em Salir.
 

domingo, 2 de junho de 2013

“À descoberta da escrita do Sudoeste” no Festival de Caminhadas do Algarve

 
No âmbito do 1º Festival de Caminhadas do Algarve que decorreu no Ameixial a 26, 27 e 28 de Abril, uma das actividades foi a realização de um Peddy Papper, para pais e filhos, com o tema “À descoberta da escrita do Sudoeste”, tema escolhido para o grafismo do Festival.
 
 
Tendo como objectivos a interacção dos participantes com o meio ambiente, os habitantes da aldeia, os seus saberes e tradições, mas também como forma a divulgar e promover o património natural e cultural do Ameixial, cerca de 40 pessoas, mais de 10 famílias, participaram nesta actividade.
 
 
 
A actividade tinha como tema a escrita do Sudoeste e a Idade do Ferro e implicou realizar um percurso com cerca de 2km onde se tinha de encontrar cinco pistas. Os participantes, no início do Peddy Paper, recebiam um envelope com um texto introdutório sobre o tema do Peddy Paper, um mapa da aldeia e a equivalência dos signos da escrita do Sudoeste a algumas letras do nosso alfabeto.
 
 
 
De uma forma lúdica e divertida pela aldeia, a partir dos dados entregues, estava indicado o que cada equipa tinha de fazer, nomeadamente decifrar alguns enigmas e cumprir alguns desafios a partir dos signos da escrita do Sudoeste e sobre o seu período cronológico.
 
 
 
Gostaríamos de agradecer a Joana Alho a ideia de envolver o Projecto ESTELA neste Peddy Papper, promovido pela Câmara Municipal de Loulé com a organização da ProActiveTur, bem como a atenção dada à implementação e acompanhamento desta actividade.
 
 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

“Arqueologia e escrita do Sudoeste” no Festival de Caminhadas do Algarve

 
Um dos percursos pedestres previstos no 1º Festival de Caminhadas do Algarve era dedicado à “Arqueologia e escrita do Sudoeste”. Na tarde do dia 27 de Abril, mais de 20 pessoas percorreram cerca de 4km ao longo da ribeira do Vascanito. Foram visitados os sítios arqueológicos da Várzea dos Mendes e Vale dos Vermelhos.
 
 
 
 
O sítio da Várzea do Mendes, localiza-se na entrada da grande várzea do Vale de Vermelhos (Loulé), num meandro da margem direita dessa ribeira já do lado de Almodôvar. O local revela uma ocupação romana e medieval/ moderna possivelmente habitacional. Porém numa outra zona constataram-se alguns materiais da Idade do Ferro, como um vaso cerâmico remetendo para cronologias dos séculos VI a IV a.C., que podem estar associados a uma necrópole.
 
 
A necrópole do Monte ou Vale dos Vermelhos encontra-se na outra extremidade da grande várzea, sob a linha divisória entre Loulé – a que pertence – e Almodôvar. Localiza-se praticamente sobre a Ribeira do Vascanito, afluente da Ribeira do Vascão, cujo leito de cheia da mesma tem provocado a sua afectação gradual, complementada com o caminho que a sobrepõe. A grande dimensão da necrópole revelada pela decapagem realizada na década de 70 do século XX por Caetano Mello Beirão permite observar alguns eixos ortogonais que definem sepulturas quadrangulares, alguns dos materiais típicos usados na sua construção: blocos de xistos grauvaques, “talisca” de xisto azul, alguns quartzos e uma mó. 
 
 
No primeiro dos sítios foi identificada uma estela com escrita do Sudoeste e no segundo são conhecidas três, a primeira antes de 1929 e que terá sido encontrada numa “corte” (curral).
 
 
Para além das explicações em torno da escrita do Sudoeste e sobre o seu período cronológico, desenvolveram-se aspectos vários: como viviam estas comunidades e quais os seus ritos funerários; a história da identificação destes sítios através dos monumentos epigráficos; ou como se identifica um sítio arqueológico e algumas das características que estes revelam para se distinguirem na paisagem.
 

Uma agradável caminhada e conversa sobre este mundo que inspirou o grafismo do Festival, usado também nas indicações dos equipamentos, das instalações da organização e os locais de realização de eventos.
 


A promoção deste Festival pela Câmara Municipal de Loulé, com a organização da ProActiveTur, foi também divulgada em formato vídeo.
 
 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Conferência “A investigação sobre a escrita do Sudoeste no concelho de Loulé”

 
Conforme foi aqui noticiado, no âmbito do ciclo de conferências “Antiguidade em Loulé”, promovido pelo Arquivo Municipal de Loulé foi apresentada no dia 13 de Abril a conferência com o título: “A investigação sobre a escrita do Sudoeste no concelho de Loulé”.
 
 
Junto apresenta-se o respectivo resumo:
 
"O primeiro fragmento de uma estela com escrita do Sudoeste do concelho de Loulé foi encontrado em 1897. Mais de uma centena de anos depois, a identificação destes monumentos epigráficos deve-se ao precioso contributo de inúmeros louletanos, investigadores e apaixonados pela arqueologia, como o Prior de Salir, José Rosa Madeira, José Viegas Gregório, Isilda Martins e Victor Borges.
 
A eles se juntam ainda inúmeros outros investigadores como Ataíde de Oliveira, José Leite de Vasconcelos, Manuel Gómez de Sosa, Caetano de Mello Beirão, que contribuíram para a identificação de dezassete estelas repartidas pelos conjuntos de Benafim/ Salir e do Ameixial e para a investigação daquela que é a mais antiga escrita da Península Ibérica e uma das mais antigas da Europa.
 
Ainda por decifrar, a escrita do Sudoeste é a voz que nos aproxima dos pensamentos e modos de vida do passado, um dos mistérios e um dos maiores tesouros da arqueologia europeia. Uma imagem de marca desta serra como símbolo privilegiado da herança histórica de Loulé e desse território entre o Algarve e o Baixo Alentejo".
 
 
Gostaríamos ainda de agradecer à Câmara Municipal de Loulé e em especial à equipa do Arquivo Municipal que nos dirigiu o convite, nas pessoas de Susana Brás, Nelson Vaquinhas, Rita Moreira e Luísa Martins. Bem como à atenciosa presença de Isilda Martins que colaborou no debate sobre estes temas e os investigadores envolvidos.
 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Exposição I: “Quem nos escreve desde a serra”




Em Salir, no dia 9 de maio, às 18h00 será inaugurada a exposição de rua itinerante que tem como tema as estelas com escrita do Sudoeste e a Idade do Ferro na serra do Algarve.

Na Península Ibérica, há mais de 2500 anos, os povos do Sul de Portugal e da Andaluzia transformaram e adaptaram o alfabeto fenício e criaram uma escrita própria da língua falada na região, a escrita do Sudoeste, cujos vestígios se concentram na serra do Algarve.

Pretende-se agora divulgar os materiais arqueológicos provenientes do concelho de Loulé e dar a conhecer a investigação realizada sobre este período, a escrita, o modo de vida e da morte.

No âmbito desta exposição será ainda exposta ao público, no Pólo Museológico de Salir e pela primeira vez, a estela com escrita do Sudoeste encontrada no Viameiro (Salir).

A escrita do Sudoeste é uma realidade histórica de cariz excepcional, uma imagem de marca da serra e um símbolo privilegiado da herança histórica do Algarve, pois trata-se da mais antiga manifestação de escrita da Península Ibérica que, ainda hoje, está por decifrar.

sábado, 20 de abril de 2013

1º Festival de Caminhadas do Algarve



Vai-se realizar o 1º Festival de Caminhadas do Algarve, na aldeia do Ameixial, localizada na serra do Caldeirão no concelho de Loulé, entre o Algarve e o Alentejo. O Festival vai decorrer nos próximos dias 26, 27 e 28 de Abril e a participação nas actividades é gratuita (apenas requer inscrição prévia junto da organização para efeitos de seguro).
O festival “surge com o objectivo de estimular a prática de caminhadas no interior do concelho e pretende juntar um vasto público, com diferentes interesses, mas com um gosto em comum: caminhar!”.
Um dos percursos pedestres é dedicado à “Arqueologia e escrita do Sudoeste” e será guiado pelo Projecto ESTELA. A partir das 15h00 do dia 27, numa distância inferior a 4km, com travessias da ribeira do Vascanito, vão ser visitados três sítios arqueológicos relacionados com a escrita do Sudoeste, para além do constante contacto com a natureza da região.
A escrita do Sudoeste é um dos mistérios e um dos maiores tesouros da arqueologia europeia, para além de ser a mais antiga escrita da Península Ibérica, com cerca de 2500 anos. É ainda um símbolo privilegiado da herança histórica da região e uma das imagens de marca da serra. Por estas e outras razões, foi adoptada para o grafismo do Festival.
Para além do percurso, destacam-se as manhãs dos dias 27 e 28 de Abril com a realização de um Peddy Papper, para pais e filhos, com o tema “À descoberta da escrita do Sudoeste”.
O programa conta ainda com outros doze percursos à escolha, onde para além das tradicionais caminhadas existem outras dedicadas a temas como: a observação de elementos patrimoniais, a fotografia e a observação de aves. O evento tem ainda prevista animação, musica, gastronomia, dança, tertúlias, workshops e convívio.
Esta iniciativa é promovida pela Câmara Municipal de Loulé, com a organização da ProActiveTur e os apoios da Junta de Freguesia do Ameixial, da Direcção Regional da Cultura do Algarve e do Projecto Querença.

sábado, 30 de março de 2013

Participação do Projecto ESTELA no ciclo de conferências “Antiguidade em Loulé”



 
O Projecto ESTELA foi convidado a participar no ciclo de conferências “Antiguidade em Loulé”, promovido pela Câmara Municipal de Loulé durante o ano de 2013.

Assim, no sábado dia 13 de Abril, pelas 15h00, no Arquivo Municipal de Loulé, será apresentada a conferência com o título: “A investigação sobre a escrita do Sudoeste no concelho de Loulé”, da autoria de Pedro Barros, Samuel Melro e Susana Estrela.

A apresentação vai incidir nas descobertas realizadas desde 1897 por inúmeros investigadores e apaixonados pela arqueologia que contribuíram para a identificação das dezassete estelas do concelho de Loulé e para a investigação da escrita mais antiga da Península Ibérica.

Esta iniciativa, com entrada livre, destina-se a um público não especializado e nelas se apresentam diferentes aspectos da história e arqueologia do concelho de Loulé. Neste ciclo irão ainda participar os arqueólogos Victor Gonçalves, João Pedro Bernardes e Alexandra Pires.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Projecto Estela ganha bolsa de investigação do DAI

 
O projecto ESTELA candidatou-se à Bolsa de Investigação do Instituto Arqueológico Alemão (DAI), instituída entre aquele Instituto e a Direção Geral do Património Cultural (DGPC).
 
 
A pretensão tem como objectivo proceder à revisão da informação existente, através do levantamento documental dos achados recolhidos no actual território espanhol, assim como da bibliografia associada a este importante tema da proto-história Peninsular e em particular do Sudoeste Português. Esta proposta inscreve-se no trabalho de investigação científica que está em curso, que tem por objectivo último a sistematização da informação das estelas com escrita do Sudoeste.
 
O júri destas instituições determinou a atribuiçãoda Bolsa de 2012 ao projeto ESTELA apresentado pela arqueóloga Susana Estrela. As acções propostas irão ser desenvolvidas na Delegação de Madrid do DAI.
 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Faleceu Jürgen Untermann



 
Quem partilhou a sua amizade, terá muita dificuldade em esquecer, a sua irremediável perda, particularmente sentida pelo facto de nele se conjugarem um conjunto de virtudes que faziam dele uma pessoa excepcional. De um lado as suas qualidades humanas, por todos bem conhecidas: a sua delicadeza e sensibilidade, a sua generosidade e permanente disponibilidade para acolher todos os que o procuravam, a sua extrema modéstia, marcada mesmo por alguns laivos de insegurança que davam ainda maior relevo à sua estatura como homem de ciência. No domínio científico sobressaíam, para além da sua enorme capacidade de trabalho, demonstrada em particular nos vários volumes dos Monumenta Linguarum Hispanicarum, o rigor, a honestidade e a solidez da sua investigação.
 
O domínio das escritas e línguas paleo-hispânicas constituiu um dos que mais concitou a sua atenção, tendo dedicado, no que expressamente diz respeito ao âmbito das escritas do Sudoeste da Hispânia, uma obra de referência, o volume IV dos seus Monumenta, publicado em 1997. Este livro fundamental para os estudos destes temas é constituído por um repertório da documentação epigráfica pertinente e por uma análise rigorosa de todo esse repositório. A esta obra juntou muitas outras referências fundamentais sobre o tema, no qual era um eminente especialista.
 
Neste contexto, as estelas de Almodôvar, para além de terem feito parte do seu trabalho, fizeram também parte da sua vida e ficaram associadas a momentos para ele inesquecíveis. Do mesmo modo, também ele se tornou inesquecível para todos os que o conheceram --- por isso a sua memória ficará inevitavelmente ligada a estas paisagens e a estas pedras, a estas lápides que de alguma forma são suas.
 
 
Amílcar Guerra

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Olhar 2012 e pensar 2013


Em 2012 o Projecto ESTELA continuou a divulgar os trabalhos do projecto e os resultados da investigação em torno da escrita do Sudoeste.


Em termos científicos, é de registar a participação no na reunião Sidereum Ana III com a reflexão dos contributos do Projecto ESTELA para o conhecimento da Idade do Ferro entre o Baixo Alentejo e o Algarve e no VI Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular com os resultados obtidos na escavação da necrópole da Abóbada. Procurou-se ainda sistematizar a investigação em torno das primeiras identificações das estelas com escrita do Sudoeste, nomeadamente das estelas do Cenáculo (I e II), de Estácio da Veiga, em particular das provenientes da necrópole da Fonte Velha de Bensafrim e da estela do Monte da Portela.

O desenvolvimento da investigação durante 2012 só se tornou possível com o precioso apoioda Associação Arqueológica do Algarve no estudo dos restos humanos da necrópole da Abóbada e do espólio da necrópole do Monte da Atafona, bem como com a cooperação do Laboratório de Arqueociências da Direcção Geral do Património Cultural e da Câmara Municipal de Almodôvar na campanha de escavação arqueológica de 2012 no sítio da Portela da Arca (Almodôvar), alvo de uma reportagem diária e foi divulgado na imprensa. É ainda de se referir que a mensagem mais vista do ano passado foi relacionada com este trabalho arqueológico.

No âmbito da divulgação da escrita do Sudoeste e da Idade do Ferro no Baixo Alentejo e Algarve realizou-se uma visita guiada a estudantes da Universidade de Marburg, informou-se de uma conferência associada a este Projecto sobre as Mesas do Castelinho - este sítio e o projecto que se desenvolve desde 1989 foram ainda alvo de divulgação na edição portuguesa da National Geographic - e ainda anunciou-se o novo material promocional do Museu da Escrita do Sudoeste.

Em 2013, para além de continuarmos a concretizar o que temos programado para o projecto científico como é a sistematização da investigação, o contribuir para o conhecimento da Idade do Ferro em colaboração com as Autarquias de Almodôvar, Loulé e Faro e a continuação da campanha de escavação na Portela da Arca (Almodôvar). Estamos empenhados em dar corpo à visão social do projecto, ou seja, procurou-se conjugar a investigação científica com as orientações e o planeamento das ações de valorização, divulgação, educação e fruição das paisagens culturais. Ambicionamos contribuir para o fortalecimento de uma relação de identidade das pessoas com o seu património, criando as bases para que as estelas com escrita do Sudoeste, um dos maiores ícones da Idade do Ferro do Sul de Portugal, sejam uma imagem de marca da Serra do Algarve e Baixo Alentejo.

Uma nota final ainda para justificar a pouca regularidade na manutenção deste blog se dever ao facto deste ser desenvolvido em período paralelo à actvidade profissional dos seus colaboradores, e o tempo ser sempre insuficiente para dar a desejada resposta e dedicação que lhe gostaríamos de dar.