As
ferramentas…
quinta-feira, 4 de julho de 2013
quarta-feira, 3 de julho de 2013
terça-feira, 2 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Segunda campanha de escavação na Portela da Arca (Almodôvar)
Depois da despedida em 2012, o regresso ao “monte” da Portela da Arca acontece durante este próximo mês.
Tal como programado, no âmbito do PNTA
2010/2013 – “Projecto ESTELA: investigação em torno da escrita do Sudoeste”,
vai-se realizar a continuação
dos trabalhos arqueológicos neste sítio arqueológico. Estes acontecem com o
apoio logístico da Câmara Municipal de Almodôvar e com a colaboração da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
No montículo artificial de terra, após a
confirmação da interpretação inicial como um pequeno povoado da Idade do Ferro,
os objectivos para esta campanha passam por contribuir para o conhecimento da
Idade do Ferro nesta área central do fenómeno da escrita do Sudoeste, nomeadamente
em recolher materiais arqueológicos para se obter uma leitura crono-cultural
mais exacta do sítio, juntar mais informação que permita uma comparação com
outras locais arqueológicos relacionados e compreender se houve, ou não, mais
do que uma ocupação durante a Idade do Ferro, entre outros.
O “monte” de Portela da Arca inscreve-se
num rural que partilha as influências mediterrânicas que operaram significativas
alterações culturais nesta época e a que a escrita do Sudoeste é um corolário e
reflexo. Os dados agora existentes apontam que a última ocupação do sítio, em
torno do séc. V / IV a.C., estará associada às comunidades que reutilizam as
estelas nas suas necrópoles.
Tal como no
ano passado, os dias e resultados obtidos serão diariamente ilustrados.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Vídeo sobre a exposição "Quem nos escreve desde a Serra"
Durante a inauguração da exposição na Penina - Benafim, foi
apresentado o vídeo
que revela o processo construtivo da exposição “Quem nos escreve desde a serra”,
desde a ideia à sua concretização, passando pelas pessoas envolvidas e os meios
logísticos necessários, divulgando ainda alguns dos conteúdos da exposição.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Exposição II: “Quem nos escreve desde a serra”
Na Penina - Benafim (Loulé), no
dia 10 de Junho, às 21h00 será inaugurada a exposição de rua itinerante que tem
como tema as estelas com escrita do Sudoeste e a Idade do Ferro na serra do
Algarve.
No âmbito da inauguração desta exposição, a estela de Barradas regressa
temporariamente, até dia 10 de Julho, à freguesia de origem onde foi encontrada
e será ainda apresentado o vídeo que revela o processo construtivo da
exposição, desde a ideia à sua concretização, passando pelas pessoas e os meios
logísticos envolvidos, como também divulga alguns dos conteúdos da exposição.
A exposição faz parte de uma colaboração da Câmara Municipal de Loulé com o Projeto
ESTELA e conta ainda com o apoio da Direção Regional
de Cultura do Algarve, da Junta de Freguesia do Ameixial, da Junta de Freguesia de
Benafim, da Junta
de Freguesia de Salir, do Museu Municipal de Faro, da Direção
Geral do Património Cultural e do Museu Nacional de Arqueologia.
Conforme já noticiado, no último mês, a exposição esteve presente em Salir.
domingo, 2 de junho de 2013
“À descoberta da escrita do Sudoeste” no Festival de Caminhadas do Algarve
No âmbito do 1º
Festival de Caminhadas do Algarve que decorreu no Ameixial a 26, 27 e 28 de
Abril, uma das actividades foi a realização de um Peddy Papper, para pais e
filhos, com o tema “À descoberta da escrita do Sudoeste”, tema escolhido para o
grafismo do Festival.
Tendo como objectivos a interacção dos participantes com o meio
ambiente, os habitantes da aldeia, os seus saberes e tradições, mas também como
forma a divulgar e promover o património natural e cultural do Ameixial, cerca
de 40 pessoas, mais de 10 famílias, participaram nesta actividade.
A actividade tinha como tema a escrita do Sudoeste e a Idade do Ferro e
implicou realizar um percurso com cerca de 2km onde se tinha de encontrar cinco
pistas. Os participantes, no início do Peddy Paper, recebiam um envelope com um
texto introdutório sobre o tema do Peddy Paper, um mapa da aldeia e a
equivalência dos signos da escrita do Sudoeste a algumas letras do nosso
alfabeto.
De uma forma lúdica e divertida pela aldeia, a partir dos dados entregues,
estava indicado o que cada equipa tinha de fazer, nomeadamente decifrar alguns
enigmas e cumprir alguns desafios a partir dos signos da escrita do Sudoeste e
sobre o seu período cronológico.
Gostaríamos de agradecer a Joana Alho a ideia de envolver o Projecto
ESTELA neste Peddy Papper, promovido pela Câmara Municipal de Loulé com a
organização da ProActiveTur, bem como a atenção dada à implementação e
acompanhamento desta actividade.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
“Arqueologia e escrita do Sudoeste” no Festival de Caminhadas do Algarve
Um dos percursos
pedestres previstos no 1º
Festival de Caminhadas do Algarve era dedicado à “Arqueologia e escrita do
Sudoeste”. Na tarde do dia 27 de Abril, mais de 20 pessoas percorreram cerca de
4km ao longo da ribeira do Vascanito. Foram visitados os sítios arqueológicos
da Várzea dos Mendes e Vale dos Vermelhos.
O sítio da
Várzea do Mendes, localiza-se na entrada da grande várzea do Vale de Vermelhos
(Loulé), num meandro da margem direita dessa ribeira já do lado de Almodôvar. O
local revela uma ocupação romana e medieval/ moderna possivelmente
habitacional. Porém numa outra zona constataram-se alguns materiais da Idade do
Ferro, como um vaso cerâmico remetendo para cronologias dos séculos VI a IV
a.C., que podem estar associados a uma necrópole.
A necrópole do
Monte ou Vale dos Vermelhos encontra-se na outra extremidade da grande várzea,
sob a linha divisória entre Loulé – a que pertence – e Almodôvar. Localiza-se
praticamente sobre a Ribeira do Vascanito, afluente da Ribeira do Vascão, cujo
leito de cheia da mesma tem provocado a sua afectação gradual, complementada
com o caminho que a sobrepõe. A grande dimensão da necrópole revelada pela
decapagem realizada na década de 70 do século XX por Caetano Mello Beirão
permite observar alguns eixos ortogonais que definem sepulturas quadrangulares,
alguns dos materiais típicos usados na sua construção: blocos de xistos
grauvaques, “talisca” de xisto azul, alguns quartzos e uma mó.
No primeiro dos
sítios foi identificada uma estela com escrita do Sudoeste e no segundo são
conhecidas três, a primeira antes de 1929 e que terá sido encontrada numa
“corte” (curral).
Para além das
explicações em torno da escrita do Sudoeste e sobre o seu período
cronológico, desenvolveram-se aspectos vários: como viviam estas comunidades e
quais os seus ritos funerários; a história da identificação destes sítios
através dos monumentos epigráficos; ou como se identifica um sítio arqueológico
e algumas das características que estes revelam para se distinguirem na
paisagem.
Uma agradável caminhada e conversa sobre este mundo que inspirou o
grafismo do Festival, usado também nas indicações dos equipamentos, das
instalações da organização e os locais de realização de eventos.
A promoção deste Festival pela Câmara Municipal de Loulé, com a organização
da ProActiveTur, foi também divulgada em formato vídeo.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Conferência “A investigação sobre a escrita do Sudoeste no concelho de Loulé”
Conforme foi aqui noticiado,
no âmbito do ciclo de conferências “Antiguidade em
Loulé”, promovido pelo Arquivo Municipal de Loulé foi apresentada no dia 13 de Abril a conferência com o título: “A
investigação sobre a escrita do Sudoeste no concelho de Loulé”.
Junto apresenta-se o respectivo resumo:
"O primeiro fragmento de uma estela com escrita do
Sudoeste do concelho de Loulé foi encontrado em 1897. Mais de uma centena de
anos depois, a identificação destes monumentos epigráficos deve-se ao precioso
contributo de inúmeros louletanos, investigadores e apaixonados pela
arqueologia, como o Prior de Salir, José Rosa Madeira, José Viegas Gregório,
Isilda Martins e Victor Borges.
A eles se juntam ainda inúmeros outros investigadores
como Ataíde de Oliveira, José Leite de Vasconcelos, Manuel Gómez de Sosa,
Caetano de Mello Beirão, que contribuíram para a identificação de dezassete
estelas repartidas pelos conjuntos de Benafim/ Salir e do Ameixial e para a
investigação daquela que é a mais antiga escrita da Península Ibérica e uma das
mais antigas da Europa.
Ainda por decifrar, a escrita do Sudoeste é a voz que nos
aproxima dos pensamentos e modos de vida do passado, um dos mistérios e um dos
maiores tesouros da arqueologia europeia. Uma imagem de marca desta serra como
símbolo privilegiado da herança histórica de Loulé e desse território entre o Algarve
e o Baixo Alentejo".
Gostaríamos ainda de agradecer
à Câmara Municipal de Loulé e em especial à equipa do Arquivo Municipal que nos
dirigiu o convite, nas pessoas de Susana Brás, Nelson Vaquinhas, Rita Moreira e
Luísa Martins. Bem como à atenciosa presença de Isilda Martins que colaborou no
debate sobre estes temas e os investigadores envolvidos.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Exposição I: “Quem nos escreve desde a serra”
Em Salir, no dia 9 de maio, às 18h00 será inaugurada a exposição de rua itinerante
que tem como tema as estelas com escrita do Sudoeste e a Idade do Ferro na
serra do Algarve.
Na Península Ibérica, há mais de 2500 anos, os povos do Sul de Portugal
e da Andaluzia transformaram e adaptaram o alfabeto fenício e criaram uma
escrita própria da língua falada na região, a escrita do Sudoeste, cujos
vestígios se concentram na serra do Algarve.
Pretende-se agora divulgar os materiais arqueológicos provenientes do
concelho de Loulé e dar a conhecer a investigação realizada sobre este período,
a escrita, o modo de vida e da morte.
No âmbito desta exposição será ainda exposta ao público, no Pólo
Museológico de Salir e pela primeira vez, a estela com escrita do Sudoeste
encontrada no Viameiro (Salir).
A escrita do Sudoeste é uma realidade histórica de cariz excepcional,
uma imagem de marca da serra e um símbolo privilegiado da herança histórica do
Algarve, pois trata-se da mais antiga manifestação de escrita da Península
Ibérica que, ainda hoje, está por decifrar.
A exposição faz parte de uma colaboração da Câmara
Municipal de Loulé com o Projeto ESTELA e conta
ainda com o apoio da Direção Regional
de Cultura do Algarve, da Junta de Freguesia
do Ameixial, da Junta de Freguesia de
Benafim, da Junta de Freguesia de Salir,
do Museu
Municipal de Faro, da Direção
Geral do Património Cultural e do Museu Nacional de
Arqueologia.
sábado, 20 de abril de 2013
1º Festival de Caminhadas do Algarve
Vai-se realizar o 1º Festival de Caminhadas do Algarve, na
aldeia do Ameixial, localizada na serra do Caldeirão no concelho de Loulé,
entre o Algarve e o Alentejo. O Festival vai decorrer nos próximos dias 26, 27
e 28 de Abril e a participação nas actividades é gratuita (apenas requer
inscrição prévia junto da organização
para efeitos de seguro).
O festival “surge com o objectivo de estimular a prática
de caminhadas no interior do concelho e pretende juntar um vasto público, com
diferentes interesses, mas com um gosto em comum: caminhar!”.
Um dos percursos pedestres é dedicado à “Arqueologia e
escrita do Sudoeste” e será guiado pelo Projecto ESTELA. A partir das 15h00 do
dia 27, numa distância inferior a 4km, com travessias da ribeira do Vascanito, vão
ser visitados três sítios arqueológicos relacionados com a escrita do Sudoeste,
para além do constante contacto com a natureza da região.
A escrita do Sudoeste é um dos mistérios e um dos maiores
tesouros da arqueologia europeia, para além de ser a mais antiga escrita da
Península Ibérica, com cerca de 2500 anos. É ainda um símbolo privilegiado da
herança histórica da região e uma das imagens de marca da serra. Por estas e
outras razões, foi adoptada para o grafismo do Festival.
Para além do percurso, destacam-se as manhãs dos dias 27
e 28 de Abril com a realização de um Peddy Papper, para pais e filhos, com o
tema “À descoberta da escrita do Sudoeste”.
O programa
conta ainda com outros doze percursos à escolha, onde para além das tradicionais
caminhadas existem outras dedicadas a temas como: a observação de elementos
patrimoniais, a fotografia e a observação de aves. O evento tem ainda prevista
animação, musica, gastronomia, dança, tertúlias, workshops e convívio.
Esta iniciativa é promovida pela Câmara Municipal de
Loulé, com a organização da ProActiveTur e os apoios da Junta de Freguesia do
Ameixial, da Direcção Regional da
Cultura do Algarve e do Projecto Querença.
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