domingo, 22 de março de 2015

Olhar 2014 e traçar 2015


Durante o ano de 2014 o Projecto ESTELA continuou a contribuir para a investigação realizada em torno da escrita do Sudoeste e a consolidar a divulgação do tema e do projecto.
 

Em termos científicos, participou-se no Colóquio "A Herança de Frei Manuel do Cenáculo, 200 Anos Depois: Perspectivas de Futuro", organizado pelo Museu de Sines, o Museu Nacional de Arqueologia e o Instituto de História de Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Neste foi apresentada a comunicação: “Frei Manuel do Cenáculo Villas-Boas: um pioneiro no estudo da epigrafia Pré-Romana dos Campos de Ourique”, onde se deu a conhecer o papel do que foi considerado por alguns como o primeiro arqueólogo português e que procedeu à primeira relação de um conjunto de estelas com escrita do Sudoeste.
 

Houve ainda lugar à participação na 19ª edição conferência do Ciclo de Conferências “Arqueologia e Antropologia… Territórios de Fronteira”, organizada pelo Grupo de Estudos em Evolução Humana da Universidade de Coimbra, o Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve e o Museu Nacional de Arqueologia da Direcção-Geral do Património Cultural. A comunicação: “Entre túmulos e covachos, as práticas funerárias durante a Idade do Ferro nas necrópoles da Atafona e da Abóbada (Almodôvar)”, expôs os resultados obtidos da escavação e das práticas funerárias nas necrópoles da Abóbada e da Atafona (Almodôvar).
 

Foi ainda apresentada uma comunicação na "Mesa Redonda sobre Turdetânia e Turdetanos", organizada pelo Museu da Lucerna, a Cortiçol e o Município de Castro Verde. Nesta apresentou-se a palestra “Entre as fronteiras da Serra e da escrita do Sudoeste, o contributo do Projecto ESTELA”, onde se pretendeu contribuir para a revisão dos conhecimentos sobre a escrita do Sudoeste, as relações entre os espaços habitacionais, o mundo funerário e as inscrições, e compreender se estes elementos podem revelar construções identitárias.
 

O artigo “As Estelas com escrita do Sudoeste do concelho de Loulé”, no nº 14 da Revista do Arquivo Histórico Municipal de Loulé: Al-úlyá foi publicado durante o presente ano, tendo sido apresentada publicamente por Guilherme Oliveira Martins. Neste artigo sistematiza-se a investigação sobre a escrita do Sudoeste no concelho de Loulé e os contributos dos louletanos, investigadores e apaixonados pela arqueologia para a recolha de estelas com escrita do Sudoeste desde 1897.
 

Os trabalhos arqueológicos no sítio arqueológico da Portela da Arca (Almodôvar), tal como ocorreu em 2012 e 2013, continuaram a ser divulgados em 2014 tendo-se assegurado a reportagem diária da campanha. Foi durante esta altura que se registou a maior subida de gostos à página de Facebook do Projecto ESTELA. No final dos trabalhos arqueológicos promoveu-se junto da população e de outros interessados a visita guiada ao sítio arqueológico. Este evento funcionou em articulação, e nos mesmos moldes, com a divulgação da intervenção realizada no sítio das Mesas do Castelinho, divulgação esta que atingiu mais de 3000 pessoas e aquela que recebeu mais gostos durante todo o ano de 2014. Ambos chegaram mesmo a contar com divulgação no jornal Sul Informação que habitualmente acompanha as iniciativas do Projecto ESTELA.
 

Para além desta actividade, como programado, 2014 continuou a ser preenchido em eventos e acontecimentos que visam dar corpo à visão social do Projecto. Assim, as acções de valorização, divulgação, educação e fruição não se resumiram à apresentação dos resultados da investigação científica.
 

A continuação da participação do Projecto ESTELA na organização do 2º Festival de Caminhadas do Algarve, com grafismo inspirado na escrita do Sudoeste, para além das actividades ligadas ao ambiente, cultural e às pessoas, teve outras dedicadas ao Património, nomeadamente à manifestação cultural inspiradora e à ciência arqueológica. Assim, foram realizados dois percursos de caminhada, um em colaboração com a Liga de Protecção para a Natureza e outro dedicado à escrita do Sudoeste. Houve ainda mais outros três acontecimentos, uma visita guiada à exposição de rua itinerante “Quem nos escreve desde a Serra”, um Peddy Papper para famílias dedicado à escrita do Sudoeste e uma “escavação arqueológica” para crianças, realizada em parceria com a Câmara Municipal de Loulé.
 

A sequência da itinerância da exposição “Quem nos escreve desde a Serra” continuou a ser um dos aspectos mais significativos. Depois do Ameixial, a sua inauguração na cidade de Quarteira no dia 1 de Agosto permitiu que fosse vista pelos milhares de turistas que se encontravam de férias no Algarve naquela altura do ano. Nesta inauguração houve a particularidade de se ter realizado uma performance de pintura mural com o objectivo de criar uma abordagem contemporânea do tema que foi protagonizada pelo artista plástico El Menau, conforme reportagem fotográfica. Deste evento resultou a fotografia que teve mais visualizações e alcance na página do Facebook.
 

A desconstrução do tema da escrita do Sudoeste também foi o recurso utilizado na iniciativa Turismo Criativo, realizada em Loulé através de uma oficina de serigrafia intitulada "Elementos gráficos da escrita do Sudoeste", onde após visita às estelas com a escrita do Sudoeste que se encontram no Museu Municipal de Loulé foi realizado um atelier de serigrafia com o artista plástico Miguel Cheta.
 

Estas novas perspectivas plásticas também incluíram a estela com escrita do Sudoeste da Abóbada no concurso internacional “Young Scenographers Contest” intitulado: «One Object – Many Visions – EuroVisions». Esta peça será um dos 22 objectos europeus alvo de distintas abordagens, através de novos meios de apresentação ou de novos enquadramentos cenográficos.
 

Em 2014, houve ainda oportunidade de participar na exposição “Coleção de Arqueologia José Rosa Madeira: de volta a um passado”, organizada pela equipa do Museu Municipal de Faro e que contou na comissão científica com a Universidade do Algarve e o Projecto ESTELA. Com ampla interação no Facebook, a inauguração da exposição contou com uma reportagem fotográfica. Esta é dedicada ao investigador louletano José Rosa Madeira e à sua colecção de 90 objectos arqueológicos, postumamente entregues ao Museu Municipal de Faro.
 

O Festival TocA’Andar foi outro evento que associou o Ambiente e a Natureza, para além de promover actividades como percursos pedestres (a pé, de bicicleta, equestres), oficinas e ateliers, e contou com a participação do Projecto ESTELA na apresentação da estela do Viameiro (Loulé). Esta estela serviu de inspiração ao projecto da nova sinalética para a Rede de Percursos Pedestres de Tavira e à realização de uma actividade para famílias, onde os participantes são convidados a "escreverem" a escrita do Sudoeste numa "estela". A iniciativa teve vários aderentes conforme reportagem fotográfica.
 

Já nas Jornadas Europeias do Património foi organizada a actividade em parceria com o Museu Nacional de Arqueologia e a equipa EuroVision Museum Exhibiting Europe. O atelier lúdico/oficina pedagógica “Cada estela, uma tela” foi dirigido a famílias e incluía uma breve explicação sobre as estelas com escrita do Sudoeste e a Idade do Ferro, base para que depois se utilizassem os signos da escrita e fazer a sua equivalência com as letras do nome ou das palavras que se queriam escrever, em suportes como a pedra e o papel.
 

Houve ainda lugar à participação na Mesa Redonda: “Património & Turismo Sustentável - Património Cultural Material e Imaterial: Desafios e Oportunidades”, organizada pela Associação In Loco, onde se apresentaram formas inovadoras de utilização sustentada do património material e a perspectiva do Projecto ESTELA na integração deste recurso nas estratégias de promoção do território e na afirmação da identidade cultural local e regional. 
 

Para além destas actividades, houve a divulgação de alguns eventos onde a escrita do Sudoeste marcou presença, nomeadamente nas comemorações da Noite dos Museus e do Dia Internacional dos Museus do Museu Municipal de Loulé, onde se realizaram visitas orientadas para uma das estelas do concelho e uma oficina de escavação arqueológica de uma sepultura. E outra ocasião anunciada foi a inauguração da exposição evocativa de “Frei Manuel Do Cenáculo: o criador do primeiro museu português no bicentenário da sua morte” e do “Roteiro de Frei Manuel do Cenáculo”.
 

O destaque da primeira página do Diário do Alentejo com o título: “A escrita que vem dos confins dos tempos” foi uma reportagem jornalística bastante importante, já que se teve a oportunidade de se fazer um ponto de situação em torno desta escrita, assim como dos Projectos ESTELA e Mesas do Castelinho.
 

No Blog, o ano de 2014 foi aquele que mais notícias teve publicadas, ficando à beira dos 50 registos. Por seu lado, no Facebook e durante todo o ano, destaca-se um crescimento equivalente ao que ocorreu nos primeiros meses da criação da plataforma durante 2013. Assim, no final do ano são perto de 1000 pessoas as que gostam da página do Projecto ESTELA e as mensagens contam com um alcance médio anual de quase 250 pessoas.
 

Para o ano de 2015, do ponto de vista da investigação científica, impõe-se a renovação do projecto, assegurando as suas linhas mestras, ou seja, de contribuir para o conhecimento da Idade do Ferro na região e compreensão do fenómeno da escrita do Sudoeste. Já a divulgação social destes trabalhos irá manter a realização de exposições (itinerância das existentes ou com a criação de novas), materializar as iniciativas ligadas ao Turismo de Natureza, concretizar as acções ligadas à educação, à inovação e aos museus. A estreita colaboração com as Autarquias de Almodôvar e Loulé, bem como com novos parceiros, será fundamental para a concretização deste plano de actividades.
 

Desta forma, continuamos a ambicionar o fortalecimento de uma relação de identidade das pessoas com o seu património, criando as bases para que as estelas com escrita do Sudoeste, um dos maiores ícones da Idade do Ferro do Sul de Portugal, se assumam como uma imagem de marca da Serra do Algarve e do Baixo Alentejo.
 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

A estela da Abóbada foi escolhida para o “Young Scenographers Contest”


 
O EuroVision: Museums Exhibiting Europe (EMEE) está  a promover o “Young Scenographers Contest”, intitulado: «One Object – Many Visions – EuroVisions».
 
O EMEE é um projecto para o desenvolvimento dos museus nacionais e regionais da Europa, financiado pelo Programa Cultura da Comissão Europeia. Pretende criar abordagens inovadoras e interdisciplinares para os museus reinterpretarem os seus objectos no contexto da história da Europa.
 
O Projecto ESTELA é um dos parceiros do Museu Nacional de Arqueologia, na sequência da colaboração iniciada durante as Jornadas Europeias do Património.
 
Assim, promove o EMEE o “Young Scenographers Contest”, um concurso internacional de design interdisciplinar com o objectivo de envolver os jovens designers a criar ideias inovadoras e criativas. Pretende que se concebam novas ideias e se desenvolvam conceitos diferentes para expor os objectos museológicos, seja através de novos meios de apresentação ou de novos enquadramentos cenográficos, criando assim distintas abordagens e permitindo a fruição destes bens arqueológicos, numa perspectiva multidisciplinar e estimulante para as futuras gerações e dando-lhe ainda uma memória europeia colectiva.
 
Foram escolhidos pelas 8 instituições europeias participantes 22 objectos. Do Museu Nacional de Arqueologia (representante nacional) foram escolhidas 4 peças, sendo que uma delas é a estela com escrita do sudoeste da Abóbada, a par de um vaso campaniforme, uma lucerna de terra sigillata e um candil.
 
O registo para integrar o concurso termina a 28 de Novembro, mas para mais informações sobre como participar, os prémios, as datas de submissão de propostas, entre outras informações, pode visitar a página de internet do Young Scenographers Contest.
 
 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Lançamento do n.º 14 da Revista Al-úlyá

 
No dia 22 de Novembro, pelas 16h, no Arquivo Municipal de Loulé, vai ser lançada a Revista Al-úlyá nº 14. A Revista do Arquivo Histórico Municipal de Loulé vai ser apresentada publicamente por Guilherme Oliveira Martins.
 
Neste número, existem três artigos de arqueologia, sendo que um dos trabalhos é da autoria do Projecto ESTELA, intitulado: “As Estelas com escrita do Sudoeste do concelho de Loulé” (pode consultar o resumo do trabalho aquando do anúncio desta participação). Os outros referem-se  à ocupação romana no interior do concelho de Loulé e  ao hammam de Loulé.
 
A cerimónia realiza-se no espaço do Arquivo Municipal de Loulé, onde também será apresentado por Luís Miguel Duarte o Suplemento com as Actas de Vereação do século XVI (1522-1527).
 
 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Participação na "Mesa Redonda sobre Turdetânia e Turdetanos"

 
Nos dias 21, 22 e 23 de Novembro vai-se realizar a "Mesa Redonda sobre Turdetânia e Turdetanos", uma organização do Museu da Lucerna, da Cortiçol e do Município de Castro Verde.
 
Neste evento irão participar vários investigadores que se têm debruçado sobre o final da Idade do Bronze e a Idade do Ferro no Sudoeste Peninsular, em distintas temáticas como: a arqueologia, a linguística, a numismática, entre outras.

“Entre as fronteiras da Serra e da escrita do Sudoeste, o contributo do Projecto ESTELA”, é o título da comunicação cujo resumo é:
 
"O Projecto ESTELA – sistematização da informação das estelas com escrita do Sudoeste - pretende contribuir para a revisão dos conhecimentos sobre quem produziu esses monumentos epigráficos, tentando compreender as relações entre os espaços habitacionais, o mundo funerário e as inscrições. Assim, através da caracterização destes contextos arqueológicos e dispersão espacial tenta-se compreender esta(s) a(s) sociedade(s) e agregar elementos que possam revelar construções/ delimitações porventura identitárias".
 
As inscrições podem ser realizadas ao dia 17 de Novembro, para o mail: museulucerna1@sapo.pt. O pagamento no dia do evento é de 25€ e inclui as actas e as visitas. Para mais informações sobre a Ficha de inscrição e o programa completo pode consultar aqui.
 
 
 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Fotografias da inauguração da exposição “Coleção de Arqueologia José Rosa Madeira: de volta a um passado”

 
A exposição “Coleção de Arqueologia José Rosa Madeira: de volta a um passado” patente no Museu Municipal de Faro, foi inaugurada no dia 2 de Outubro e pode ser visitada até 4 de Outubro de 2015.
 
 
Na inauguração estiveram presentes cerca de 30 pessoas, onde se incluíam alguns familiares do homenageado, os representantes da Comissão Executiva da Universidade do Algarve e do Projecto ESTELA, o director do Museu Municipal de Faro, o vice-presidente e vereador para a Cultura desta Autarquia.
 
 
Conforme foi aqui referido, para além de informações sobre este investigador louletano são apresentados alguns dos mais emblemáticos objectos da colecção composta por cerca de 90 peças. Nomeadamente alguns relacionados com a Idade do Ferro e a escrita do Sudoeste como a estela do Monte da Portela e as três contas de colar oculadas de pasta vítrea.
 
 
Gostaríamos de agradecer à Câmara Municipal de Faro e em especial a toda a equipa do Museu Municipal que nos dirigiu o convite e realizou parte deste registo fotográfico, nas pessoas de Nuno Teixeira, Nuno Beja e Marco Lopes.
 

 
 
 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Imagens da actividade “Cada estela, uma tela”, nas Jornadas Europeias do Património


 
 
O público que foi ao Museu Nacional de Arqueologia, depois de uma explicação sobre o que são as estelas com escrita do Sudoeste e a Idade do Ferro naquela área, pôde usar os signos da escrita e fazer a sua equivalência com as letras do seu nome ou palavras que queria escrever.
 





 

Ao longo dos dois dias foram cerca de 150 as pessoas que utilizaram os signos e as regras que conhecemos da mais antiga manifestação de escrita da Península Ibérica, que ainda hoje está por decifrar, para servir como fonte de inspiração à sua “estela”.
 

 
Gostaríamos de agradecer à equipa do EuroVision Museum Exhibiting Europe e do Museu Nacional de Arqueologia que aceitaram o nosso desafio, divulgaram amplamente a actividade (I, II e uma outra reportagem fotográfica) e em particular à incansável Isabel Inácio.


 

sábado, 25 de outubro de 2014

Reportagem fotográfica do Festival TocA’Andar



Entre 19 a 21 de Setembro, a escrita do Sudoeste esteve presente no Festival TocA’Andar com a apresentação da estela do Viameiro (Loulé) e com a realização de uma actividade lúdica, conforme foi anunciado. 

Assim, a estela do Viameiro, gentilmente cedida pela Autarquia de Loulé, serviu para apresentar a escrita do Sudoeste e a Idade do Ferro na Serra do Algarve e Baixo Alentejo, tendo sido esta a fonte de inspiração para o projecto da nova sinalética da Rede de Percursos Pedestres de Tavira. 
 
 

Apresentada como uma das heranças patrimoniais da Serra do Caldeirão, esta peça arqueológica serviu de exemplo para explicar as características linguísticas e arqueológicas da escrita do Sudoeste, tendo sido utilizado os seus signos numa actividade lúdica.
 




O Grupo 77 Faro dos Escoteiros de Portugal e mais algumas pessoas foram os cerca de 40 participantes que, depois de ouvirem atentamente as explicações, foram escrevendo o seu nome com signos da escrita do Sudoeste equivalentes às letras do seu nome.
 



Organizado pela In Loco, com o apoio do Projecto ESTELA, o Festival TocA’Andar contribuiu para usufruir de um dos elementos agregadores que a Serra do Caldeirão viu nascer: a escrita do Sudoeste.

 

 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Inauguração da exposição “Coleção de Arqueologia José Rosa Madeira: de volta a um passado”



No dia 2 de Outubro, pelas 18h30m, vai ser inaugurada no Museu Municipal de Faro a exposição “Coleção de Arqueologia José Rosa Madeira: de volta a um passado”, organizada pela equipa do Museu Municipal de Faro, com comissão científica da Universidade do Algarve e Projecto ESTELA.

Dedicada ao investigador louletano José Rosa Madeira, nascido no Ameixial (Loulé) em 1890, incide sobre uma colecção composta por cerca de 90 objectos, maioritariamente peças arqueológicas, desde a pré-história recente até à época moderna (para além de algumas peças etnográficas e “obras” da natureza). Postumamente entregue ao Museu Municipal de Faro, é considerada como uma das mais importantes colecções desta unidade museológica, sendo reflexo das temporadas que este entusiasta passava no Ameixial e na “serra”.

Das peças já publicadas por Mário Lyster Franco e Abel Viana em 1945, destacam-se os quatro machados de bronze, as três estelas com escrita do Sudoeste, outras tantas contas de colar oculadas de pasta vítrea que encontrou, recebeu ou mesmo comprou.
 
A colecção, “resultado do amor de um homem pela sua terra e a paixão pelas suas origens”, ficará patente até 4 de Outubro de 2015.
 
 

terça-feira, 23 de setembro de 2014

“Cada estela, uma tela” nas Jornadas Europeias do Património


 
Nos próximos dias 26, 27 e 28 de Setembro vão-se realizar as Jornadas Europeias do Património de 2014, que este ano são subordinadas ao tema Património, sempre uma descoberta.
 

O Projecto ESTELA vai organizar a actividade “Cada estela, uma tela”, em parceria com o Museu Nacional de Arqueologia e a equipa EuroVision Museum Exhibiting Europe.
 

Assim, nos dias 27 e 28 de setembro entre as 10h00-12h00 e as 15h00-17h00, pretende-se convidar o público ao Museu Nacional de Arqueologia, para "escrever" uma "estela", após uma breve explicação sobre as estelas com escrita do Sudoeste e a Idade do Ferro. Este símbolo privilegiado de herança histórica, pois trata-se da mais antiga manifestação de escrita da Península Ibérica que ainda hoje está por decifrar, servirá como fonte de inspiração.
 

O atelier lúdico/oficina pedagógica é dirigido a famílias e gratuito. Aconselha-se o uso de chapéu e protetor solar, roupa desportiva uma vez que nesta atividade serão utilizados tintas para colorir as estelas. Mais informações podem ser solicitadas através do telefone: 213 620 000.
 

Entre as mais de “500 actividades que se desenvolvem em todo o Território Continental e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, distribuídas por 130 concelhos, com a participação de 310 entidades públicas e privadas”, há um programa completo que engloba oficinas pedagógicas, projeções de documentários/ filmes, encontros/ conferências, espectáculos artísticos,  exposições, peddy/ rally papers, rotas patrimoniais/ itinerários culturais,  visitas guiadas/ percursos orientados, entre muitas outras actividades.